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Setor de máquinas agrícolas se reinventa e está cada vez mais presente no digital

Bayer cria ferramenta que recompensa agricultores que geram créditos de carbono
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*Por Michael Periani

Com o adiamento e cancelamentos das feiras agropecuárias presenciais, por medida de segurança para conter o Covid-19, as empresas de máquinas e implementos agrícolas foram bastante afetadas.

Momentos de crise nos forçam a buscar formas de nos reinventar. O setor, um dos mais importantes para a retomada da economia brasileira, tem conseguido driblar as adversidades e está moldando a nova realidade.

A alternativa encontrada para mostrar aos produtores o que há de novo, fazer lançamentos e claro, vender, diante deste momento de distanciamento social foi investir e apostar todas as nossas fichas no potencial da divulgação online e no e-commerce.

A escolha feita por empresas como a MP Agro foi a mais acertada e a mais recente pesquisa realizada pela Associação Brasileira Marketing Rural (ABMRA) sobre os Hábitos do Produtor Rural, comprovou isso.

Segundo o estudo, 7 em cada 10 produtores estão presentes nas mídias sociais. O avanço digital está cada vez mais forte no campo e, nesse momento de pandemia, tornou-se indispensável para o trabalho e as relações pessoais.

De acordo com os dados divulgados, as empresas, antes inseguras sobre o investimento em marketing e comunicação, hoje reconhecem que é seguro, além de tudo, gera credibilidade e visibilidade.

Com toda a certeza as tecnologias da comunicação têm contribuído em muito no nosso caso para estarmos próximos de nossos clientes. E os produtores tem cada vez mais aderido a esses recursos, uma vez que os aproximam da informação necessária e do conhecimento para melhorar ainda mais sua produção.

Entendemos hoje o ambiente digital como sendo um espaço sem fronteiras, onde conseguimos estar cada vez mais presentes no dia a dia dos produtores, levando a informação e dando todo o suporte necessário.

Expectativas positivas

Mesmo com as vendas prejudicadas pelo cancelamento de feiras e demais eventos, o setor de máquinas agrícolas no Brasil aposta no segundo semestre para recuperar uma parcela significativa do faturamento do ano.

Isso porque cerca de 60% das vendas de máquinas, tratores, colheitadeiras e demais implementos utilizados no plantio e colheita se intensificam entre junho e outubro, para a safra de verão.

Outra notícia positiva foi que o governo brasileiro acaba de divulgar que o produtor terá disponível a quantia recorde de R$ 236,3 bilhões em recursos para financiamentos pelo Plano Safra 2020/21, uma alta de 6,1% em relação ao montante da temporada passada.

Embora os juros não tenham recuado ao patamar esperado, houve uma redução. Somente o programa para financiamento de máquinas e implementos agrícolas Moderfrota terá juros de 7,5% ao ano, ante 8,5% ao ano na safra passada.

Em resumo todo este cenário nos trouxe muitas lições e aprendizados. De um lado temos a confiança na força do agro que em nenhum momento nesta pandemia parou e nem pode, afinal temos a missão de levar o alimento a mesa da população do campo e da cidade. E de outro, acreditamos nessa retomada no segundo semestre deste ano, e estamos nos preparando para isso.

Nos adequamos a nova realidade e vamos continuar levando aos nossos clientes nossas melhores soluções e tecnologias. Claro que nada substitui estar presente pessoalmente na fazenda, próximo do produtor e um sincero aperto de mão. Mas, o que levaremos dessa experiência, com certeza é que, hoje podemos estar juntos aos clientes todo o tempo e assim será daqui para a frente.

*Por Michael Periani, Diretor Comercial da MP Agro Máquinas Agrícolas

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Episódio 22: Como as tecnologias e a IA impactam as operações agrícolas?

Ep. 21: O futuro do setor sucroenergético | Perspectiva para Safra 2026/27

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