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Soja: preços não devem ter grande queda com balanço global de oferta e demanda apertado

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As pressões do lado financeiro e a instabilidade das condições climáticas devem seguir influenciando os mercados agrícolas. Com isso,
o cenário sugere um espaço limitado para grandes quedas  no preço da soja em Chicago diante da perspectiva de balanço global de oferta e demanda ainda apertado. Essa é a expectativa do banco Itaú BBA.

“A seca nos Estados Unidos causou uma diminuição nos níveis do Rio Mississipi, resultando em problemas para a exportação do país porse
tratar da principal via de escoamento de grãos para o mercado externo. Surgindo, assim, oportunidades para o mercado brasileiro de suprir a
demanda global pela oleaginosa”, disseram os analistas.

Mesmo assim, a diminuição do fluxo de compras por parte da China nos últimos meses gera preocupações e reduziu as estimativas de exportações da soja de 100 milhões para 96 milhões de toneladas, segundo a Stone X. Para a safra 2022/23 no Brasil, a StoneX elevou suas estimativas para 154,35 milhões de toneladas, mas ainda com ressalvas quanto aos possíveis efeitos do terceiro ano consecutivo do La Niña.

“É importante chamar atenção que os níveis de comercialização no Brasil seguem baixos historicamente, o que pode trazer riscos para a formação de preços nas praças locais seja por uma possível concentração das negociações ou uma valorização do real”, observam os analistas do Itaú BBA.

Contratos curtos valorizaram 4,5%

O preço da soja no contrato mais curto em Chicago apresentou valorização de 4,5% entre o início de outubro e começo de novembro,
fechando a 3aªfeira (1/11) a USD 14,4/bu, Esse aumento dos preços, de acordo com o banco, possui como um dos principais fatores o excesso de chuvas em algumas regiões do Brasil e a seca na Argentina, que tem prejudicado o processo de plantio em ambos os países.

O óleo de soja também puxou as cotações para cima influenciado pela recuperação do petróleo e pelas preocupações com as produções
de óleo de palma e de girassol no Sudeste Asiático e na Ucrânia, respectivamente. “Os protestos dos caminhoneiros ao longo do Brasil pós eleição também causaram aumentos nos preços da soja em Chicago, devido à diminuição dos fluxos de transporte”, disseram os analistas do BBA.

As cotações brasileiras apresentaram variações ao longo do mês de acordo com movimentações na CBOT e no dólar. Em Sorriso o grão
aumentou 1,2% desde o início de outubro, com a saca comercializada a R$ 163/sc em 1/11.

Natália Cherubin para RPAnews

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