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Suprema Corte dos EUA derruba tarifas e açúcar reage com alta nas bolsas

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Decisão pode abrir espaço para maior exportação brasileira aos EUA e reduzir oferta global; apesar da recuperação, mercado segue atento a excedentes globais projetados para 2025/26 e 2026/27

Os preços do açúcar encerraram a sexta-feira em forte alta nas bolsas internacionais, após decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos que invalidou as tarifas impostas pelo ex-presidente Donald Trump. O contrato de açúcar bruto com vencimento em março fechou a sexta-feira, 20, com alta de 0,23 centavo de dólar, ou 1,6%, a 14,30 centavos de dólar por libra-peso. Ele ganhou 3,7% na semana. O mercado caiu para uma mínima de cinco anos na semana passada, indo a 13,67 centavos de dólar por libra-peso.

Por sua vez, o contrato mais ativo do açúcar branco subiu 0,8%, para US$ 406,60 por tonelada, tendo ganhado 2,4% na semana.

O movimento elevou os contratos em Nova York ao maior patamar em uma semana e meia, refletindo a possibilidade de ampliação das exportações brasileiras ao mercado norte-americano e, consequentemente, redução da oferta disponível no mercado global. O avanço das cotações também foi sustentado pela desvalorização do dólar no dia, fator que tende a favorecer as commodities precificadas na moeda norte-americana, entre elas o açúcar.

No campo produtivo, sinais de menor oferta no Brasil também contribuíram para o suporte às cotações. De acordo com dados divulgados pela Unica, a produção de açúcar na região Centro-Sul na segunda metade de janeiro somou apenas 5 mil toneladas, queda de 36% na comparação anual.

Apesar do recuo pontual, o acumulado da safra 2025/26 até o fim de janeiro apresenta leve crescimento. A produção total atinge 40,24 milhões de toneladas, avanço de 0,9% em relação ao mesmo período do ciclo anterior.

O mix açucareiro também permanece mais elevado. A proporção de cana destinada à produção de açúcar subiu para 50,74% na safra 2025/26, ante 48,14% na temporada 2024/25, indicando estratégia mais açucareira das usinas no atual ciclo.

Excedente global ainda pressiona mercado

Apesar da recuperação recente, o mercado mantém preocupação com a continuidade do superávit global de açúcar.

Na última semana, os contratos haviam renovado mínimas de cinco anos e três meses, em meio às projeções de excedentes significativos nos próximos ciclos.

A trading Czarnikow estima superávit global de 3,4 milhões de toneladas na safra 2026/27, após um excedente de 8,3 milhões de toneladas em 2025/26.

A consultoria Green Pool projeta superávit de 2,74 milhões de toneladas em 2025/26 e saldo positivo adicional de 156 mil toneladas em 2026/27. Já a StoneX estima excedente global de 2,9 milhões de toneladas na safra 2025/26.

No Brasil, a consultoria Safras & Mercado projeta redução na produção de açúcar em 2026/27. A estimativa aponta volume de 41,8 milhões de toneladas, queda de 3,91% em relação às 43,5 milhões de toneladas esperadas para 2025/26.

As exportações brasileiras também devem recuar. A projeção é de 30 milhões de toneladas embarcadas em 2026/27, redução de 11% na comparação anual.

Com informações da Barchart

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