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A Tereos Açúcar e Energia Brasil, subsidiária da cooperativa francesa Tereos e dona de sete usinas no país, saiu do negativo e registrou lucro líquido de R$ 37 milhões no primeiro semestre desta safra 2020/21, de abril a setembro. No mesmo período do ciclo passado, a companhia teve um prejuízo de R$ 157 milhões.

A receita da empresa no período cresceu 39%, para R$ 1,654 bilhão, e seu lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado aumentou 81%, para R$ 726 milhões. A margem Ebitda ficou, portanto, em 43,9%. Os resultados financeiros seguem a divulgação de fortes resultados em suas operações, com produção recorde de açúcar – de 1,9 milhão de toneladas – e uma moagem de cana 10% maior que na safra passada, de 20,9 milhões de toneladas.

Jacyr Costa Filho, membro do Comitê Executivo da Tereos, comemorou o resultado e indicou otimismo para a segunda metade da safra. Segundo o executivo, a segunda metade da temporada deve ser marcada pelas vendas do etanol estocado ao longo da safra. “Com a retomada das atividades, o mercado de etanol se recuperou, com preços inclusive acima dos níveis do ano passado, o que reforça a nossa boa expectativa para o segundo semestre deste ano-safra”.

A companhia também planeja agora realizar novas operações de financiamento atrelados a metas de sustentabilidade até o fim desta safra, a exemplo do fechado em junho. Na ocasião, a Tereos contratou US$ 105 milhões com sete bancos estrangeiros atrelados a quatro metas.

No fim do semestre, a companhia tinha uma dívida líquida de R$ 4,328 bilhões e um índice de alavancagem de 2,7 vezes – ante 4 vezes um ano antes.

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