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Tereos investe em aplicação de vinhaça para irrigar canavial e mitigar efeitos da seca

Agrícola Unidade Cruz Alta: aplicação de vinhaça localizada. (Fotos: Diego Padgurschi / Agência Mexerica / Tereos Divulgação)
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Para enfrentar os efeitos da seca prolongada que atingiu o país no ano passado e mitigar os efeitos das mudanças climáticas, a Tereos iniciou na safra 2024/25 um projeto de aplicação de irrigação de salvamento com a utilização de vinhaça, subproduto da produção de etanol.

Segundo a empresa, os testes começaram em 2021, ano que também foi marcado por forte seca na região Centro-Sul, uma das principais produtoras de cana-de-açúcar do país. Conforme a Tereos, os experimentos apresentaram um bom desempenho, mas a solução não precisou ser utilizada até 2024, quando novamente os efeitos climáticos afetaram a produção.

“Normalmente já realizamos regularmente a aplicação de vinhaça no canavial para fertirrigação em nossa operação, aproveitando o alto teor de água, o potássio e a matéria orgânica, que age como fertilizante no solo”, explica o diretor de operações agroindustriais da Tereos, Everton Carpanezi.

Ele completa: “Com os desafios climáticos que a produção agrícola vem enfrentando nos últimos anos, passamos a desenvolver e estudar novas soluções para mitigar os efeitos do clima e conseguimos bons resultados com a utilização da vinhaça”.

Para realizar a irrigação de salvamento, a Tereos utiliza a mesma estrutura de aplicação de vinhaça localizada, com o objetivo de aumentar a quantidade de água aplicada no solo. Na prática, a aplicação em cada propriedade é realizada em uma dose maior, respeitando o limite do Plano de Aplicação de Vinhaça (PAV), já que a vinhaça é composta por mais de 90% de água.

De acordo com a companhia, a hidratação adicional disponibilizada deve auxiliar na absorção de nutrientes e na brotação da cana nos períodos críticos.

Em 2024, cerca de 20% das áreas próprias da Tereos – o equivalente a mais de 30 mil hectares de cana – receberam a irrigação de salvamento com vinhaça, especialmente entre os meses de junho e agosto, período em que o canavial mais sente os efeitos da seca. Com a operação de salvamento, a empresa espera que a perda de produtividade seja menor do que nas áreas tratadas de maneira convencional.

“A vinhaça é um componente orgânico que reaproveitamos em nossa operação pensando na produtividade, na sustentabilidade e no meio ambiente. Com o investimento na irrigação de salvamento com vinhaça, pretendemos ter mais opções em anos de seca extrema e reduzir a utilização de insumos minerais para a nutrição da cana”, finaliza Carpanezi.

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