Home Últimas Notícias Usinas estão lentas em hegde de açúcar e aumentarão foco no etanol, afirma Czarnikow
Últimas Notícias

Usinas estão lentas em hegde de açúcar e aumentarão foco no etanol, afirma Czarnikow

Compartilhar

As usinas processadoras de cana-de-açúcar no Brasil estão muito atrasadas em suas operações de hedge de açúcar para a safra 2026/27, que terá início em abril, e provavelmente darão mais ênfase ao etanol, já que os preços atuais do adoçante estão abaixo do custo de produção na importante região Centro-Sul.

De acordo com um relatório divulgado nesta segunda-feira, 2, pela corretora e prestadora de serviços de cadeia de suprimentos Czarnikow, as usinas fizeram hedge assumindo posições vendidas na bolsa ICE de Nova York em apenas pouco mais de 20% de suas vendas esperadas de açúcar bruto.

Isso se compara a mais de 40% nesta mesma época no ano passado e quase 70% há dois anos. “Quase não vimos preços nos últimos dois meses – as usinas não estão dispostas a vender abaixo do custo de produção”, disse a analista sênior de açúcar da Czarnikow, Ana Zancaner, em São Paulo.

Ela estimou o custo atual de produção do açúcar no Centro-Sul do Brasil em cerca de 16,3 centavos de dólar por libra-peso. Isso está abaixo do preço de segunda-feira para futuros de açúcar bruto na bolsa de Nova York, que eram negociados em cerca de 14,30 centavos por libra-peso no final do pregão.

Zancaner estimou os preços por tonelada de açúcar em cerca de R$ 1.700, o menor valor em cinco anos. “As usinas brasileiras terão uma temporada difícil”, disse.

Ela acrescenta que a alternativa para as usinas – produzir mais etanol – não é boa, já que os preços da gasolina têm caído, limitando qualquer ganho de preço para o biocombustível.

De qualquer forma, a Czarnikow revisou sua projeção para o mix de produção de açúcar, ou a quantidade de matéria-prima que as usinas de cana usarão para produzir a commodity, de 50,5% para 48,3%. Isso significa uma redução de 700 mil toneladas na produção de açúcar no Centro-Sul, para 40 milhões de toneladas.

Ao mesmo tempo, a corretora aumentou sua projeção para a produção de cana-de-açúcar, de 610 milhões de toneladas para 621 milhões de toneladas, devido ao clima favorável.

Reuters| Marcelo Teixeira

Compartilhar

Episódio 20: Murchamento: A Nova Ameaça da Cana | DaCana Cast

Episódio 19: Ameaça a produtividade dos canaviais: doenças e nematoides. Como se proteger?

Enviamos diariamente um boletim informativo com destaques do setor bioenergético 

Artigo Relacionado
OpiniãoÚltimas Notícias

Açúcar: quando o preço encosta no custo, a assimetria começa

O mercado futuro de açúcar em NY encerrou a sexta-feira com o...

Cocal terá planta de biometano
Últimas Notícias

Cocal emite R$ 350 milhões em debêntures para modernização industrial em MS

A Cocal, unidade Passa Tempo Agroindustrial, iniciou a distribuição de R$ 350...

Últimas Notícias

Unica e entidade indiana firmam acordo para ampliar cooperação em bioenergia

A União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica) e a Indian...