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Você sabia? Colheita mecanizada da cana aconteceu em 95% das áreas na safra 2018/19

Colheita cana-de-açúcar (Foto/Ilustração)
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A safra 2018/19 de cana-de-açúcar atingiu 95,3% do total de área cultivada com colheita mecanizada. Ou seja, nos 514 municípios produtores de cana pesquisados no levantamento, realizado pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, por meio do Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA), o uso de máquinas atinge quase a totalidade das áreas cultivadas.

A produção de cana-de-açúcar está disseminada em todas as regiões do Estado de São Paulo; no entanto, as regiões compreendidas no Leste-Sul caracterizadas pelos declives mais acentuados, como Pindamonhangaba, Guaratinguetá e outras, têm produção irrisória, voltada para cachaça de alambiques. Nestas a colheita ainda é realizada da maneira tradicional.

Os pesquisadores destacam o rápido processo de adoção tecnológica do setor, uma vez que, na safra agrícola 2007/08, o índice de mecanização era de 41,7%, e, após 11 safras, houve um salto de mais de 54 pontos percentuais.

Com o rápido avanço da mecanização, foram observados impactos sobre a utilização de mão de obra. Na safra 2007/08, quando a mecanização ainda era parcial no Estado, o número de cortadores de cana-de-açúcar era estimado em 163.098 pessoas.

Atualmente, utilizando-se parâmetros como produtividade média do trabalhador (8,78 t/dia), tempo de colheita em dias úteis de 132 dias e a produção colhida de forma manual, estimou-se em 18.477 trabalhadores na safra 2018/19.

Ou seja, pouco mais de 10% dos cortadores continuam em atividades. Relatos pontuais apontam iniciativas de realocação de cortadores em outras funções dentro do sistema produtivo da cana-de-açúcar, mas a maior parcela não pode ser absorvida pelo setor, alertam os pesquisadores.

Por meio do levantamento sobre o índice de mecanização da colheita da cana-de-açúcar, observou-se que o processo de adoção tecnológica foi extremamente rápido. Contudo, observou-se, como consequência, a dispensa de um grande contingente de mão de obra, causando reflexos sobre o mercado de trabalho agrícola, na forma de desemprego, aspectos migratórios e também da massa salarial que deixou de circular nos comércios locais.

“Houve, logicamente, uma reconfiguração nas ocupações de trabalho, dando-se destaque à figura do tratorista. Mas, resta ainda um contingente de mão de obra com perfil educacional mais baixo, menor capacitação; por outro, novas profissões mais especializadas e maior nível educacional, podem representar um acréscimo de renda nessas novas ocupações”, destaca o levantamento.

 

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Episódio 32: Manutenção de mancais: como evitar falhas e paradas durante a safra?

Episódio 31: Como aumentar a confiabilidade dos acionamentos mecânicos nas usinas?

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