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Variedades RB de cana lideram intenção de plantio com 55,2% da área prevista

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Pesquisa feita pelo Instituto Agronômico (IAC) com usinas e destilarias no Centro-Sul do Brasil aponta que as variedades RB de cana-de-açúcar, da Rede Interuniversitária para o Desenvolvimento do Setor Sucroenergético (Ridesa), mantêm o domínio da intenção de plantio da cultura para a próxima safra, mas com uma perda na fatia de mercado em relação à do ano passado.
 
Essas variedades RB representam 55,2% dos 517,8 mil hectares que devem ser plantados em áreas de ampliação ou nas renovações de canaviais para a próxima safra, segundo levantamento feito com 124 unidades produtoras entre setembro e novembro deste ano. No levantamento anterior, feito com um universo menor, a intenção de uso das RB era de 57,9%.
 
Em segundo lugar estão as variedades do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), com 27,3% da intenção de plantio no levantamento pelo IAC, seguidas das variedades do próprio instituto, com 7,4%.
 
Variedade mais cultivada no Centro-Sul, com 27% da área, a RB867515 também é a que conta com maior intenção de plantio individual para a próxima safra, mas com um porcentual bem menor, 16,6%. Em seguida surge a RB966928, com 13,8%, devido à demanda estimada por ela pelos produtores de São Paulo, maior região canavieira do País.
 
Enquanto em alguns Estados a RB867515 beira os 40% de intenção de plantio, em São Paulo – que responde por 315 mil dos 517,8 mil hectares de novas áreas – esse porcentual é de apenas 9,7%. A variedade ocupa a terceira posição no Estado na intenção de plantio, segundo o levantamento, atrás da RB966928, com 15,2%, e da CTC 4, com 11,9%.
 
Mais recente que a RB867515, a RB966928 tem pouco florescimento, é tolerante às principais doenças, tem bom desempenho para plantio e colheitas mecanizadas e alto teor de sacarose no começo da safra, justamente características das principais regiões paulistas. No entanto, a RB867515 é mais rústica e se adapta melhor às regiões com solos menos férteis, ao contrário da RB966928, que exige ambientes mais propícios às lavouras.
 
 
Fonte: Estadão Conteúdo
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