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Aralco vai receber aporte da Sucden

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A sucroalcooleira Nova Aralco (antiga Aralco) espera pela homologação do aditivo a seu plano de recuperação judicial para receber um empréstimo de US$ 42 milhões da trading francesa Sucden. A companhia, em recuperação judicial desde 2016, dará em garantia contratos de pré-pagamento de exportação de açúcar e até 51% de participação em seu capital. Dos R$ 420 milhões e US$ 290 milhões em dívidas envolvidas na recuperação, foram pagos R$ 60 milhões.

O empréstimo foi a alternativa encontrada pela Nova Aralco para evitar o descumprimento de seu primeiro plano de pagamento aos credores, aprovado em 2016. Isso porque a previsão de fluxo de caixa daqui para frente não era suficiente para garantir as próximas parcelas, segundo Carolina Merizio, sócia da Capital Administradora, administradora judicial da empresa. Na safra 2017/18, a Nova Aralco processou 3,8 milhões de toneladas de cana.

O financiamento foi incluído em um aditivo ao plano – elaborado pelo escritório Thomaz Bastos, Waisberg, Kurzweil Advogados -, e aprovado em assembleia de credores em 30 de janeiro.

Com o aporte, a Nova Aralco adiantará o pagamento a vários credores, mas com cortes nos valores devidos. Aos credores com garantia real, o deságio será de 79%, e aos credores sem garantia, de 93,4%. Não haverá descontos para os credores trabalhistas, micro e pequenas empresas e fornecedores.

Caso a Justiça homologue o plano e o empréstimo seja repassado, a Nova Aralco terá de amortizar sua nova dívida entre as safras 2018/19 (que se inicia no próximo mês de abril) e 2021/22, podendo prorrogá-la até a safra 2023/24.

Se a empresa não cumprir esse pagamento, a trading terá de 2021 a 2023 para exercer a opção de converter seu crédito em participação acionária. Atualmente, a Nova Aralco é controlada por três acionistas: Francisco César Martins Villela, Maria José Costa Villela e Eurides Luiz Camargo Benez.

Se a Sucden fizer essa opção, será aberto um processo de concorrência em que outros investidores poderão oferecer um aporte maior para a aquisição de ativos. “Isso permite que a companhia ainda possa receber mais recursos”, explica Carolina Merizio.

A Sucden exigiu que o novo aporte fosse condicionado à manutenção da Nova Aralco na recuperação judicial, e portanto fiscalizada pelo administrador judicial. Seus dados financeiros, como receita e lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda), serão disponibilizados a credores em plataforma online. (Valor Econômico)

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