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5 principais fatos para acompanhar na cadeia canavieira em novembro

Colheita cana-de-açúcar (Foto/Ilustração)
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A guerra entre Israel e Hamas, efeitos do El Niño e a reta final da moagem de cana-de-açúcar, foram alguns dos pontos de atenção para este mês de novembro que foram destacados pela equipe da Markestrat em sua última análise sobre o setor canavieiro.

No acumulado da safra 2023/24, até a primeira quinzena de outubro, últimos dados divulgados pela Unica (União da Indústria da Cana-de-açúcar e Bioenergia), a moagem atingiu 525,99 milhões, ante 459,48 milhões de toneladas registradas no mesmo período no ciclo 22/23 – avanço de 14,47%.

A respeito da produtividade agrícola, o indicador atinge 91,1 t/ha, alta de 22,3%. No que condiz à qualidade da matéria-prima, no acumulado da safra, o indicador marca o valor de 140,70 kg de ATR por tonelada (-0,30%). Operaram na primeira quinzena de outubro 261 unidades produtoras na região Centro-Sul, sendo 244 unidades com processamento de cana, oito empresas que fabricam etanol a partir do milho e nove usinas flex.

Confira os cinco principais fatos para acompanhar em novembro na cadeia da cana, segundo a Markestrat 

1  – A guerra entre Israel e o Hamas e uma possível escalada do conflito no Oriente Médio, o que tem afetado de forma expressiva o mercado do petróleo. Um dia antes dos bombardeios, em 06 de outubro, o barril do Brent era cotado em US$ 84,07 e chegou a US$ 93,76 em 20 de outubro. Alguns especialistas já afirmam a possibilidade de os preços ultrapassarem os US$ 100/barril, a depender dos próximos episódios.

2 – Possíveis impactos que a alta no petróleo poderá trazer nos preços de diesel (custos de produção) e da gasolina, podendo estimular a escolha do etanol hidratado vis-à-vis a fonte fóssil. Em setembro, as vendas do hidratado cresceram 14,6%.

3 – Reta final na moagem da safra 2023/24 no Centro-Sul e a avaliação dos números finais. Novembro é um mês em que muitas usinas finalizam as operações.

4 – Os efeitos que o El Niño podem trazer para as lavouras, já pensando em 2024/25. Apesar da previsão de alta na moagem, a produtividade deve ser inferior (previsão de momento), considerando a expectativa de menores chuvas e temperaturas mais baixas em 2024.

5 – Seguir com atenção o mercado global de açúcar, com destaque para: as novas restrições da Índia para exportações do produto em período pré-eleitoral; os atrasos no transporte (logística e chuvas) e no embarque (portos sobrecarregados) do açúcar brasileiro; a previsão de baixa na moagem de cana-de-açúcar em 2023/24 na Ásia (destaque para China e Tailândia); e as movimentações das usinas em relação a fixação de preços para o próximo ciclo.

Valor do ATR deve ficar entre R$1,20 e R$1,23

Em setembro, o ATR (Açúcar Total Recuperável), divulgado pelo Consecana, fechou o mês com preços em R$ 1,2051/kg, 1,0% a mais do que em agosto. No histórico da safra 2023/24, segundo os especialistas da Markestrat, em abril o preço estava em R$ 1,2129/kg, em maio caiu para R$ 1,1943/kg, em junho pulou para R$ 1,2223/kg, em julho houve leve queda para R$ 1,2153/kg, em agosto, nova queda, fechando em R$ 1,1930/kg; e em setembro, o preço voltou a R$ 1,2051/kg.

De acordo com a análise, o ATR acumulado está em R$ 1,2107/kg. “Nossa previsão é de que fique entre R$ 1,20 e R$ 1,23/kg até o término da safra 2023/24, em abril do próximo ano”, afirmaram os especialistas da Markestrat, professor e doutor Marcos Fava Neves, Vinicius Cambaúva e Beatriz Papa Casagrande.

Natália Cherubin para RPAnews
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