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Ourofino Agrociência orienta sobre o manejo de plantas daninhas em cana-de-açúcar

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Maior produtor do mundo de cana-de-açúcar, o Brasil possui 9 milhões de hectares para plantação. No entanto, apesar da vasta extensão de área, o país ainda apresenta média de produtividade baixa e, segundo Roberto Toledo, gerente de Produtos da Ourofino Agrociência, um dos principais desafios é definir e adotar estratégias eficazes para o manejo de plantas daninhas na cultura, que podem reduzir em até 80% a produtividade e aumentar os custos em 30% para cana-soca e de 15% a 20% para cana-planta.

            Os resultados negativos ainda incluem a redução da qualidade da matéria-prima e da longevidade do canavial (3 a 5 cortes viáveis em média). A diversidade de espécies de plantas daninhas na cana-de-açúcar ocorre em virtude da ampla presença da cultura em diferentes regiões do Brasil, fator que dificulta a definição de um manejo assertivo para controle.

Conforme explica Toledo, além de terem que lidar com as altas infestações de gramíneas nos canaviais, como o complexo capim-colchão, o capim-braquiária e o capim-colonião, usineiros, produtores e fornecedores de cana têm uma preocupação crescente com as plantas daninhas de folhas largas, dentre elas, as diferentes espécies de cordas-de-viola. “No entanto, o maior desafio é quando a infestação é mista, contemplando tanto espécies de cordas-de-viola quanto gramíneas”. 

Entre as grandes dificuldades para manejar áreas com infestações mistas é ajustar a recomendação dos herbicidas com as doses para manter a seletividade da cana-de-açúcar, a fim de promover um amplo espectro e residual de controle e garantir a flexibilidade de aplicação em cana-planta ou soca em diferentes épocas do ano. Outra preocupação é a adequação do custo, que precisa seguir o planejamento e orçamento já previstos.

Ana Paula Bonilha, especialista de Desenvolvimento de Produto e Mercado da Ourofino Agrociência, afirma que para o adequado manejo de plantas daninhas em todas as fases do sistema produtivo, a seleção dos herbicidas e a definição de doses, épocas e números de aplicações são fatores fundamentais para o sucesso do setor canavieiro. “Os herbicidas aplicados corretamente, considerando uma ou duas aplicações sequenciais durante o ciclo da cana-de-açúcar, reduzirão os danos das plantas e promoverão uma significativa redução dos níveis de infestação ao longo dos anos”, diz.

 Além disso, Ana Paula orienta que a prática diminuirá os custos adicionais com aplicações complementares e repasses de herbicidas que não estavam planejados e orçados, refletindo em bons níveis de produtividade e competitividade.

Também é importante considerar, dentre as estratégias de manejo, alternativas para a desinfestação das áreas já na erradicação dos canaviais anteriores e/ou durante a dessecação. Em alguns casos, recomenda-se a associação de herbicidas com ação pré-emergentes, como diuron, metribuzim, sulfentrazone, e isoxaflutole, para auxiliar no residual de controle e reduzir o banco de sementes de plantas daninhas no solo.

Posteriormente, recomendam-se aplicações de herbicidas pré-emergentes, como sulfentrazone, diuron + hexazinone, diuron, atrazina, metribuzim, ametrina, tebutiurom, clomazone e outros. A seleção dos herbicidas e as associações a serem utilizadas em pós-plantio deverão acontecer em função do período de controle desejado entre o plantio e a operação de sistematização da área (ou quebra do lombo), com o objetivo de facilitar a colheita mecânica da área em um segundo momento.

Já no caso do manejo de plantas daninhas em cana-soca, é importante atentar-se para a seleção do herbicida e das associações. Conforme explica Edson Donizeti de Mattos, gerente de Pesquisa Agrícola da Ourofino Agrociência, tanto o herbicida como algumas associações poderão resultar em fitotoxicidade elevada à cana-de-açúcar e/ou em baixa eficácia de controle. 

Ainda de acordo com o profissional, é fundamental sempre considerar a seletividade do herbicida à cultura, a compatibilidade entre os diferentes produtos, o nível de infestação e as espécies de plantas presentes na área, além do estágio de desenvolvimento e a época do ano que irão competir com a cultura.  “O objetivo é ser eficaz no controle para, assim, reduzir a interferência das plantas daninhas e obter mais produtividade e garantir a longevidade do canavial”, diz Mattos.

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