Compartilhar

A entidade nacional do setor canavieiro considera o ministro Fernando Filho como sendo o primeiro da pasta de Minas e Energia a materializar o reconhecimento à relevância da cana de açúcar como matriz energética do Brasil

Em tempo recorde, com menos de dois anos da criação até a aprovação e sanção, graças a atuação do ministro mais jovem do governo Temer, Fernando Filho (Minas e Energias), o Brasil voltou a ter um projeto que incentivará a volta da produção canavieira do país para fins energéticos e afins através do Programa Nacional de Biocombustíveis (Renovabio). Ele foi aprovado no fim de 2017 pelo Congresso Nacional e regulamento a poucos dias por Temer. Frente a envergadura e atualidade do projeto, a Federação dos Plantadores de Cana do Brasil (Feplana), entidade que representa nacionalmente o setor responsável pela produção de 35% de toda cana brasileira, homenageará o ministro hoje às 20h em Brasília. A entrega da Honra ao Mérito Canavieiro 2018, voltada a personalidades pelos serviços prestados ao setor, será no Restaurante Coco Bambu.

O projeto é considerado pelo setor produtivo, a exemplo da Federação Nacional dos Plantadores de Cana (Feplana), como de envergadura ampla e similar a do antigo Proalcool na década de 1970. E é bem atual diante da sinergia político-ambiental e socioeconômica mundial voltada à redução de gases de efeito estufa oriunda dos combustíveis fosseis. O Renovabio é indispensável para que o Brasil possa cumprir a sua meta de redução de emissões até o ano de 2030, conforme se comprometeu no Acordo Global de París. A meta nacional de redução das emissões de poluentes na atmosfera é 43% abaixo dos níveis praticados de 2005.

“Para isso, o Renovabio criará meta e instrumentos para cobrar a conta de quem emite gases causadores do efeito estufa. E remunerará quem retira carbono da atmosfera, bem como incentivará uma maior redução  através de investimentos no aumento da produção de biocombustíveis”, comemora Alexandre Andrade Lima, presidente da Feplana e da Associação dos Fornecedores de Cana de Pernambuco. O dirigente, que será o responsável pela entrega da homenagem hoje ao ministro, participou de várias reuniões com o gestor antes e depois da formatação do projeto, bem como com o presidente Temer. A entidade faz questão de frisar de forma grata que foi a 1ª vez que o setor de fornecedores de cana puderam participar, com voz e vez, dos debates desta construção.

A previsão é de que todas metas do Renovabio sejam anunciadas até julho de 2019 e vigorem a partir de 24 de dezembro do próximo ano. A prioridade é contribuir na redução das emissões de CO² da atmosfera. Com isso, vai gerar a segurança necessária para que haja investimentos do setor sucroenergético e das demais da cadeia dos biocombustíveis. “Já há previsão de investimento na ordem de R$ 1,4 milhões. Até 2030, a meta do programa é criar mais de 1,4 milhões de postos de trabalho  na produção de etanol e biocombustíveis em geral”, fala Andrade Lima.

Cadastre-se em nossa newsletter