Home Sem categoria Créditos do RenovaBio tendem a ficar restritos a produtores e distribuidoras, diz Unica
Sem categoria

Créditos do RenovaBio tendem a ficar restritos a produtores e distribuidoras, diz Unica

Compartilhar

A futura negociação de créditos de descarbonização estabelecida pelo programa de incentivos RenovaBio tende a ficar restrita a produtores de biocombustíveis e distribuidoras, embora uma eventual participação de outros agentes pudesse levar liquidez a esse mercado, avaliou nesta segunda-feira uma liderança do setor sucroenergético.

Sancionado em dezembro do ano passado, o RenovaBio, a nova política nacional de combustíveis renováveis, busca impulsionar o uso desses produtos e ajudar na redução de emissões de gases do efeito estufa.

Um primeiro decreto com orientações gerais do programa foi publicado na sexta-feira, mas ainda serão definidas as metas de descarbonização e a forma como serão negociados os chamados CBIOs, créditos que as distribuidoras terão de adquirir junto a produtores de biocombustíveis para o cumprimento de objetivos anuais de redução de emissões.

Especialistas ouvidos pela Reuters alertaram que, sem uma regulamentação calibrada, tais CBIOs poderiam ficar expostos a especuladores.

Mas, para a presidente da União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica), Elizabeth Farina, isso não deve ocorrer.

“A lei, do jeito que está hoje, não veda o (investidor) particular de investir. (Isso) poderia ajudar a trazer liquidez para o CBIOs, mas a regulamentação tende mesmo a ficar restrita ao setor de transportes”, destacou ela no intervalo de um evento promovido pela Unica em parceria com a Toyota em São Paulo.

Pelos termos do decreto publicado na semana passada, a distribuidora que não atingir seu objetivo anual, comprovado via compra de CBIOs, poderá ser multada em até 50 milhões de reais.

Os CBIOs corresponderão a “uma tonelada de gás carbônico equivalente, resultante da diferença entre as emissões de gases de efeito estufa no ciclo de vida de um biocombustível e as emissões no ciclo de vida de seu combustível fóssil substituto”.

Pelas estimativas do próprio governo, o programa RenovaBio, que tem um horizonte de 10 anos e está em linha com os compromissos assumidos pelo país no Acordo do Clima de Paris, pode gerar investimentos de 1,4 trilhão de reais e economia de 300 bilhões de litros em gasolina e diesel importados até 2030.

Fonte: Reuters

Compartilhar

Episódio 23: O etanol de milho pode mudar o futuro das usinas brasileiras?

Episódio 22: Como as tecnologias e a IA impactam as operações agrícolas?

Enviamos diariamente um boletim informativo com destaques do setor bioenergético 

Artigo Relacionado
Renovabio
Sem categoria

MME abre consulta pública sobre metas de descarbonização do RenovaBio para 2026-2035

O Ministério de Minas e Energia (MME) abriu nesta quinta-feira (11) a...

MercadoSem categoria

Conab mantém projeção de recorde de produção de grãos em 2024/25

Companhia estima colheita de 322,4 milhões de toneladas, volume 8,2% maior do...

AgrícolaSem categoriaÚltimas Notícias

Monitoramento de produtividade de cana-de-açúcar com o uso do NDVI

A cana-de-açúcar é uma das principais culturas agrícolas do Brasil e de...

Sem categoria

Cbios: Governo pretende transferir regulação de títulos

A responsabilidade sobre a regulação financeira dos Cbios (Créditos de Descarbonização) poderá...