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ABiogás lança nova etapa do BiogásMap

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Uma parceria entre a Associação Brasileira do Biogás e Biometano (Abiogás) e o Centro Internacional de Energias Renováveis-Biogás (CIBiogás) pretende mapear todas as plantas de biogás em funcionamento ou implantação do país. A nova etapa do BiogásMap foi anunciada durante o Seminário Técnico – Nova Geração do Biogás, ontem, em São Paulo. O objetivo principal é atualizar o setor de energia com dados recentes e confiáveis sobre a produção nacional, o crescimento e as possibilidades do biogás brasileiro. O mapeamento será feito através de um formulário online (https://goo.gl/forms/c70kqqMjUdRUfDp82) e dar subsídio para o desenvolvimento de dados para o setor.

O novo momento do biogás foi o tema central de todas as palestras apresentadas durante o evento, realizado pela ABiogás. “O biogás não é uma novidade, mas desde que começou a ser produzido muita coisa mudou. Hoje já somos uma realidade sustentável, principalmente nos setores agroindustrial e saneamento. Superamos o discurso de “potencial”. A nossa missão agora é entender como atuar e evoluir ainda mais neste novo cenário”, destacou Gabriel Kropsch, vice-presidente da Associação.

Segundo Kropsch, o Brasil tem o maior potencial energético do mundo por conta do volume de resíduos orgânicos produzidos. “São 52 bilhões m³/ano entre proteína animal, saneamento e resíduos sucroenergéticos. Este é o nosso grande diferencial perante a energia eólica ou solar, uma vez que nós conseguimos dar garantia de produção”, ressaltou.

Desde o ano passado, o setor vive ares promissores com o lançamento do RenovaBio, nova política nacional de biocombustíveis, que pretende expandir a produção de biocombustíveis no Brasil. A partir desta expansão, almeja-se uma importante contribuição dos biocombustíveis na redução das emissões de gases de efeito estufa no país. “O RenovaBio é um marco histórico e é considerada a lei de incentivo mais moderna do mundo. Com ela, poderemos precificar as vantagens e benefícios do biogás e biomentano. O produtor será recompensado pela qualidade do combustível. O biometano, por exemplo, pode reduzir em 96% as emissões de CO2, com potencial para uma pegada de carbono próxima ao zero”, afirma Kropsch.

Segundo ABiogás, o potencial de produção de biometano no setor agropecuário é de mais de 70 milhões de metros cúbicos por dia, sendo 78% do setor sucroenergético e 22% na produção e processamento da proteína animal. Ainda no setor de saneamento há o potencial de produzir 7 milhões de metros cúbicos por dia desse biocombustível. No total, o potencial brasileiro de biogás equivale a 44% da demanda por diesel. De acordo com a EPE, o biogás vai representar o mesmo volume de energia exportada que a fotovoltaica na geração distribuída e a ABiogás projeta que, até 2030, sejam produzidos 32 milhões m³/ dia de biometano.
Além do potencial energético, o biogás representa também uma importante oportunidade social, principalmente no interior do país. É o que acredita Rachel Martins, da Empresa de Pesquisa Energética (EPE). “Investimento em biogás se traduz em mais empregos, além de diminuir custos com a redução também da pegada de carbono”.

Além da geração de empregos, a capacitação dos profissionais foi abordada durante intenso debate entre representantes do MEC, Senai, Instituto Federal do Sertão Pernambucano, CS Bioenergia, CI Biogás e FGV Energia. “Atualmente as empresas capacitam os seus colaboradores porque não encontram profissionais habilitados no mercado de trabalho. É preciso que a iniciativa privada, órgãos públicos e entidades de ensino se unam para promover uma capacitação efetiva de mão de obra. O setor de biogás tem grande potencial para crescer e, para isso, precisamos unir forças e trabalhar em conjunto”, ressaltou Alessandro Gardemann, presidente da ABiogás.

O evento contou ainda com a presença de mais de 150 convidados, entre empresários associados, estudantes, membros da Academia e representantes do BNDES, MEC e Senai.

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