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Ondas de frio intenso serão mais frequentes este ano e ameaçam o campo

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Primeira delas, mais forte e abrangente que a desta semana, está prevista para a terceira semana de julho


A queda repentina das temperaturas, que chegaram a menos zero grau em diversas regiões do Brasil, assustou muita gente no início desta semana. A onda de frio atingiu principalmente a região Centro-Sul tende a ganhar força e abrangência.
Na próxima quinta-feira (24/5), a Serra Gaúcha, no Rio Grande do Sul, deverá enfrentar novamente graus negativos, assim como a Serra de Itatiaia (RJ) e da Mantiqueira (SP). “Este ano teremos ondas de frio mais frequentes do que no ano anterior e sem valores extremos, mas ainda assim, deverá incluir ondas de frio muito intensas”, afirma a técnica em meteorologia Patrícia Vieira, da Somar. A primeira delas está prevista para a terceira semana de julho, quando deve haver o frio mais intenso e em áreas mais extensas que as desta semana.

As condições climáticas deste ano são opostas às de 2017, segundo os especialistas. A interferência do fenômeno El Nino, com tendência para aquecimento, se neutralizou no meio do ano passado, enquanto este ano o mesmo ocorre, porém com o fenômeno oposto, o La Nina, que favorece as ondas de frio repentinas. “Sempre com temperaturas dentro da média, nada de fenômenos extremos e duradouros, como vários dias a zero grau”, afirma a meteorologista Maria Clara Sasakai, da Somar. Segundo ela, a previsão é de uma onda de frio a cada 7 dias no próximo período, tornando-se mais frequentes no decorrer do inverno.
 

Climática sobre os vários tipos de cultivo agrícola é diverso, mas na maior parte das vezes seu potencial é nocivo. Há culturas que não resistem a quedas muito bruscas de temperatura e à formação de geada, como é caso do milho, principalmente quando está na fase de broto, e os sensíveis hortifrútis, cultivados muito próximos do solo. “Quanto mais próximo ao solo, mais frio. Também por isso, outro tipo de cultura que se perde facilmente são as hortaliças. O feijão, cultura de ciclo curto que não consegue se recuperar da queima da geada , assim como a cana de açúcar e também o trigo”, diz Patrícia. 

Já no caso de cultivos em arbustos,  como o café, a resistência é maior, pela constituição da planta e por seu ciclo de produção ser mais longo – a primeira colheita de café, por exemplo, pode levar de 2 a 3 anos e as seguintes um ano. Ainda assim, o efeito da geada pode ser catastrófico. “Mesmo que o dano for pontual, a perda preocupa pela importância econômica da safra e movimento financeiro que gera, uma vez que costuma ser vendida no mercado futuro.

Há exceções entre os plantios que sofrem com o excesso de frio. As espécies citrus chegam a se beneficiar dele, como é o caso da uva, que nas baixas temperaturas e geada ‘adormece’ e aumenta a concentração de açúcar no seu interior. Outros exemplos são a bergamota (espécie de mexerica da região Sul) e a laranja, comum em plantações em São Paulo.

Fonte: Globo Rural

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