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Governo pode mudar política de reajustes dos combustíveis

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O grande esforço do governo de Michel Temer neste momento é encontrar uma forma de sustentar a redução do preço do diesel e fazer com que os demais combustíveis não acentuem o quadro de insatisfação popular. A questão é encontrar uma fonte de recursos para compensar a Petrobras e evitar reajustes frequentes. A alternativa da vez é usar o leilão do pré-sal de uma área cedida à estatal e que deve retornar parcialmente à União.
A estimativa é que este leilão renda até R$ 80 bilhões. Mas a equipe econômica resiste. A proposta do Ministério da Fazenda é que a Petrobras estenda o prazo entre os reajustes da gasolina, a exemplo do que já faz com o gás. Segundo o Estadão, segurar preço do diesel, gás e gasolina custaria R$ 30 bilhões ao Tesouro. Apenas o subsídio para o diesel, contabiliza a Folha, tira R$ 1 bilhão de obras em rodovias.
Temer está convencido de que o modelo atual de correções diárias provoca distorções. A Petrobras sinaliza que não vê empecilho. O que importa para a empresa é repassar os custos. Ontem, os papéis da companhia na bolsa voltaram a subir.
A Polícia Federal suspeita que a reforma feita numa casa de Temer serviu para lavar dinheiro. Planilha achada com o coronel Lima, apontado como operador de Temer, menciona a obra.

Controle de Preço 

O governo estuda um mecanismo para reduzir a volatilidade nos preços dos combustíveis, especialmente da gasolina. Tenta acelerar a revisão do contrato da cessão onerosa e, com isso, tornar viável o leilão do petróleo excedente nesses campos. O dinheiro arrecadado criaria um “colchão” para absorver as variações provocadas pela cotação do petróleo no mercado internacional e pelo dólar.

Outra preocupação do governo é com a explosão de violência em vários Estados. Ontem, mais de 20 ônibus foram incendiados em 17 cidades de Minas. O Planalto sabe que a violência está associada a milícias e facções.
Embora o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, tenha dito que o governo não pretende interferir na política de preços, fontes do governo garantem que as discussões estão avançadas. Mas a mudança só ocorrerá após a normalização do abastecimento e a constatação de que o desconto do diesel está valendo.
A solução, no entanto, está longe de ser um consenso e enfrenta forte resistência da equipe econômica.
A 4ª Rodada de oferta de áreas do pré-sal pode garantir, nesta quinta-feira, arrecadação de R$ 3,2 bilhões à União, informa o Valor. O total de interessados (16) é recorde para uma licitação sob o regime de partilha.

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