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A versatilidade da cana-de açúcar: da produção de alimentos à geração de energia

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De luxuosa especiaria da Rota das Índias à importante fonte de energia sustentável em diversos países do mundo, a cana-de-açúcar tem movimentado economias e ganhado fama de cultura altamente produtiva e versátil.

Originária nas regiões tropicais do sul da Ásia, a planta da cana foi trazida ao Brasil ainda no período colonial dando início ao ciclo agrocaneiro que abastecia o mercado europeu com açúcar produzido em engenhos instalados nas regiões sudeste e nordeste.

O açúcar da cana se consolidou como a principal riqueza agrícola e industrial do Brasil Colônia, perdendo representatividade econômica durante os séculos XVIII e XIX. Mas foi em meados da década de 1970, diante de uma grave crise do petróleo, que o cultivo de cana-de-açúcar voltou a ser estimulado em larga escala, desta vez para a produção do etanol para o programa Proálcool.

Criado pelo governo a fim de mitigar a dependência do petróleo importado, o Proálcool ofereceu incentivos fiscais às usinas e à indústria automotiva, responsável pelo desenvolvimento de carros movidos a álcool. O programa alcançou seu auge em 1986/1987 quando foram produzidos 12,3 bilhões de litros do biocombustível.

Os anos seguintes mantiveram o cultivo da cana estável, registrando nova alta no início dos anos 1990, para atender a grande demanda de exportação de açúcar, e nos anos 2000, quando se popularizou o uso do etanol com a chegada dos veículos flex no mercado nacional.

Hoje, o Brasil conta com uma nova política para biocombustíveis, a RenovaBio, que deve impulsionar a consolidação dos produtos e subprodutos da cana como fonte de energia renovável. Para Paulo Montabone, gerente da Fenasucro & Agrocana, este é um movimento ascendente que deve se consolidar com a regulamentação do RenovaBio: “o uso de energias renováveis está presente na consciência do consumidor como a melhor escolha não apenas para os veículos, mas também para o meio ambiente”.

Ainda que o uso da cana na produção do açúcar e do etanol sejam os mais conhecidos, a planta pode ser aproveitada literalmente até o bagaço, que serve para alimentar usinas de biomassa gerando energia elétrica muitas vezes usadas pela própria usina. Além disso, do bagaço é possível fabricar um polímero para a produção de bioplástico e recentemente foi descoberta a possibilidade de se fabricar cola para fins industriais e domésticos.

A Fenasucro & Agrocana é o único evento do setor a reunir toda a cadeia produtiva da cana-de-açúcar, bem como todas as indústrias envolvidas neste segmento. Aproveite para explorar as novidades e inovações na produção de açúcar, etanol e bioenergia de 21 a 24 de agosto de 2018, em Sertãozinho. O credenciamento é gratuito, se feito antecipadamente pelo site.

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Episódio 23: O etanol de milho pode mudar o futuro das usinas brasileiras?

Episódio 22: Como as tecnologias e a IA impactam as operações agrícolas?

Enviamos diariamente um boletim informativo com destaques do setor bioenergético 

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