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Bioeletricidade brasileira poderia abastecer quase dois paraguais

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De janeiro a setembro deste ano, a biomassa, da qual o setor sucroenergético tem, em média, 85% de participação, comercializou 20.488 GWh no Sistema Interligado Nacional (SIN), volume 9% superior ao mesmo período em 2017, aponta um novo levantamento feito pela União da Indústria da Cana-de-Açúcar (UNICA) com base em dados preliminares da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). A análise também indica que a bioeletricidade produzida no Brasil para a rede equivale a quase duas vezes o consumo de energia elétrica no Paraguai em 2017.

Segundo o gerente em Bioeletricidade da UNICA, Zilmar Souza, a oferta de bioeletricidade também ajudou a economizar 14% da água dos reservatórios hidrelétricos do principal submercado do setor elétrico brasileiro, o Sudeste/Centro-Oeste, que no ano passado respondeu por aproximadamente 60% do consumo doméstico.

“Na primeira semana de outubro, estes reservatórios estavam com apenas 22% de sua capacidade. Isso dá uma dimensão de como a energia da biomassa tem sido estratégica justamente no período mais seco e crítico do ano para o setor elétrico”, ressalta o especialista da UNICA. Na última segunda-feira (08/10), a energia armazenada nos reservatórios do submercado Sudeste/Centro-Oeste fechou em 21,52%.

Em setembro, a bioeletricidade oriunda da biomassa ofertada para a rede representou 7,1% do consumo nacional de energia elétrica, ou o equivalente a 28% do volume gerado pelo Estado de São Paulo.

Na semana passada (04/10), a discussão sobre o nível dos reservatórios e a participação da biomassa da cana na matriz energética nacional motivaram mais um encontro entre especialistas do mercado elétrico e executivos do segmento da biomassa no âmbito do Programa “Cenários de demanda e oferta do setor elétrico brasileiro”, evento realizado mensalmente em São Paulo (SP). Na última edição, o destaque foi para a palestra de Juliana Chade, gerente de Pesquisa e Estudos de Mercado da Comerc Energia.

Criado pela UNICA em 2017, o Programa tem o apoio da Associação da Indústria de Cogeração de Energia (COGEN), da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (ABINEE), da Associação Brasileira do Biogás e do Biometano (ABIOGÁS), e da Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (ABRACEEL).

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