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2% ilegais prejudicam 98% legais no agronegócio

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Por: José Luiz Tejon Megido

O prof. Raoni Rajao, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), ao lado de outros 11 pesquisadores brasileiros e internacionais, através de um software criado especialmente para essa análise , concluíram e publicaram na revista Science que “poucas maçãs podres prejudicam todo o agronegócio brasileiro”.

O prof. Raoni me disse ter apresentado o estudo para diversas entidades, antes da publicação, inclusive para o vice-presidente Hamilton Mourão, presidente do Conselho da Amazônia, com o intuito positivo de apontar que são poucos, pouquíssimos, os responsáveis pela imagem negativa que reverbera sobre o Brasil.

Esse percentual de 2% está perfeitamente identificado e pode ser o alvo objetivo do ataque contra a ilegalidade. “…Temos no Brasil uma discussão de nós contra nós mesmos, e infelizmente 98% fica em risco por causa de uma minoria”, afirma o prof. Raoni, especialista em sustentabilidade da UFMG”.

Sobre os outros 38% são pequenos imóveis que concentram os outros 8% que desmataram ilegalmente, ou seja, 90% das propriedades não desmataram, ou desmatou respeitando os limites da legislação. Sem dúvida que uma punição pela lei contra o crime aos maiores 2% serviria para “amainar” o ímpeto de alguns oportunistas que vão na onda do ilegal.

Combate ao crime, ao ilegal, 2% são os destruidores. Os outros, os legais, não devem pagar o preço pelo que não fazem. O silêncio dos bons permite o eco estrondoso e mortal dos malévolos maus. Pecuária legal, agricultura legal é o único caminho. Somos a maioria, 98%, vamos punir os 2% ilegais, e vamos gritar ao mundo todo que somos sustentáveis, o nosso agro é legal. Brasil é um patrimônio para o mundo, aqui do nosso cinturão tropical.

Os estudos que se somam não são muito diferentes do aprendizado na vida, na luta entre as forças entrópicas versus as sintrópicas. Ou seja, entre destruidores versus criadores. O mal se reúne facilmente ao natural e sempre significa percentuais como os revelados nesse estudo. E o bem se espraia e não se organiza. Dessa forma, onde o mal prevalece a responsabilidade é dos bons que se omitem e criam o ambiente onde o bem existe, mas padece.

Hora de código de ética, autorregulamentação e união das entidades e associações da sociedade civil organizada ao lado do governo. E vamos parar de brigar entre nós mesmos. Pega os 2%. Será um grande começo.

Por: José Luiz Tejon Megido, membro do Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS) e Dirige o Núcleo de Agronegócio da ESPM.
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