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Produção da safra 2022/23 pode atingir 547 milhões de t, segundo consultoria

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A estimativa de produção para a safra 2022/23  é de uma moagem de 547 milhões de toneladas, com uma recuperação de 4,6% com relação ao desempenho da safra 2021/22, que foi duramente afetada por fatores climáticos (seca, geadas e queimadas). A estimativaé da FG/A, empresa de consultoria estratégica e gestão e está um pouco mais otimista do que outros analistas do mercado.

“Historicamente, o setor sucroenergético passa por ciclos em que há maior ou menor atratividade para novos investimentos, definindo seu ritmo de crescimento. Conforme o gráfico 1, nas últimas 10 safras ocorreu uma estagnação da moagem realizada no Centro-Sul, pois não houve a configuração de um horizonte de investimento propício para expansão do canavial”, disseram os especialistas da FG/A.

Ainda de acordo com a FG/A, dentre os principais acontecimentos que impediram maior clareza aos empreendedores, estão as intervenções nos preços dos combustíveis no início do período (2012 a 2015), adversidades climáticas que reduziram a disponibilidade de matérias prima (2014, 2018 e 2021) para boa parte do setor, e ciclos de preços que não foram capazes de gerar remuneração que justificassem maiores investimentos.


A consultoria ainda disse que atualmente, devido aos últimos dois anos de preços remuneradores para o açúcar e etanol, é possível ver um maior número de movimentos de aquisições, mas que ainda não culminou em uma nova onda de greenfields que de fato seria um sinal da retomada do crescimento do setor.

Em termos de ATR total, o crescimento estimado pela FG/A é de 2,4% (gráfico 2). Por ter sido uma safra em que o etanol possuía prêmio com relação ao açúcar antes das mudanças tributárias nos combustíveis, o mix de produção médio é inferior ao da safra anterior, culminando em uma produção de açúcar de 31,78 M ton, 16,1 M m³ de etanol hidratado e 13,97 M m³ de etanol anidro (gráfico 3).

   

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