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Preço do açúcar se estabiliza com força do real brasileiro e do petróleo

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Os preços do açúcar na quinta-feira fecharam moderadamente em alta. O contrato outubro em NY fechou em alta de quinta-feira US$ 0,44, em 1,66%, em  26,98 centavos de dólar por libra-peso. Enquanto isso, o contrato do açúcar branco com vencimento em outubro subiu US$ 2,80, ou 0,4%, indo para US$ 749,30 por tonelada.

A força do real brasileiro, que subiu na quinta-feira para uma alta de 2 semanas em relação ao dólar, impulsionou os preços do açúcar. O real mais forte desencoraja as vendas de exportação dos produtores de açúcar do Brasil.

O açúcar também conta com o apoio de uma recuperação nos preços do petróleo. Na quinta-feira, o petróleo bruto subiu para um máximo de 10 meses, o que beneficia os preços do etanol e pode levar as usinas de açúcar globais a desviar mais a moagem de cana para a produção de etanol em vez de açúcar, reduzindo assim a oferta de açúcar.

Nas últimas semanas, os preços do açúcar subiram devido às preocupações com a menor produção global de açúcar, com o açúcar de NY e Londres registrando altas.

Os preços do açúcar subiram na terça-feira passada depois que Alvean, o maior comerciante de açúcar do mundo, afirmou que espera um déficit global de açúcar de 5,4 milhões de toneladas em 2023/24, o sexto ano de escassez, já que a Índia pode reduzir as exportações de açúcar e os agricultores tailandeses plantam mais mandioca em vez de cana-de-açúcar.

A menor produção de açúcar da Tailândia, o segundo maior exportador de açúcar do mundo, é otimista para os preços depois que a Thai Sugar Millers Corp projetou que a produção de açúcar da Tailândia em 2023/24 cairia 18% para 9 milhões de t devido a uma seca severa.

As preocupações climáticas na Índia, o segundo maior produtor mundial de açúcar, ameaçam a produção global de açúcar e são otimistas para os preços. As chuvas de monções de junho a agosto na Índia foram 10% abaixo do normal e, em agosto, a Índia recebeu apenas 162,7 mm de chuva, o mínimo desde pelo menos 1901, levantando preocupações sobre a menor produção agrícola e o potencial para restrições à exportação de açúcar.

No entanto, segundo operadores ouvidos pela Reuters, o forte ritmo de produção de açúcar na região Centro-Sul deverá garantir que a oferta seja ampla no curto prazo, embora ainda existam preocupações de que um clima mais seco do que o normal possa reduzir a produção na Índia e na Tailândia.

A produção de açúcar do Centro-Sul do Brasil aumentou 9,95% na segunda quinzena de agosto em comparação com o mesmo período do ano anterior, totalizando 3,46 milhões de toneladas.

Com informações Bachart e Reuters
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