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Milho: preços internos deram continuidade ao movimento de valorização

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Os preços do milho em Chicago voltaram a cair em novembro, depois de terem mostrado reação em outubro. No Brasil, as cotações deram continuidade ao movimento de valorização e subiram 2,3% em Campinas, praça referência para negociações do cereal. As exportações do cereal, de acordo com os dados da Secex, estão 28% acima do mesmo período do ano passado, com um volume embarcado de 43,6 milhões de toneladas entre fevereiro e novembro.

O mês de novembro foi mais um de valorização para os preços futuros do milho na B3. As cotações caíram 4,2% na CBOT, para USD 4,68/bu, diante da finalização da colheita da grande safra americana. Em dezembro, os preços na CBOT seguem mostrando certa estabilidade em relação ao mês anterior, com a ausência de novidades no mercado. Na média de novembro, os preços fecharam em R$ 60,54/saca em Campinas. Na parcial de dezembro, o mesmo preço de referência acumula valorização de 9,7%, a R$ 66,39/saca, diante do forte ritmo de exportação do cereal e da retração dos vendedores, que seguem preocupados com o clima e com os possíveis impactos sobre a oferta dos próximos meses.

Quando assumimos a prévia das exportações de dezembro até a quarta semana, a expectativa é de um embarque de 6,5 milhões de toneladas no mês, com o total ultrapassando 50 milhões de toneladas ainda em dezembro. Para janeiro, já estão nomeadas mais 1,75 milhão de toneladas, o que indica um programa total de exportação do cereal de, pelo menos, 52 milhões de toneladas, o que representaria um aumento de 11,4% sobre o total exportado no ano anterior.

No acumulado do décimo primeiro mês do ano, os contratos do cereal brasileiro na B3 apresentaram altas que variaram entre 3% para o contrato de janeiro/24 e 6,7% para o julho/24. Os problemas climáticos resultaram em atraso do plantio da soja e geram maior preocupação em relação ao tamanho da área e oferta de milho na segunda safra.

Preços no Brasil devem se descolar da paridade de exportação

O balanço global de oferta e demanda de milho seguiu sem grandes alterações na atualização do USDA. O atraso na semeadura da safra de verão do Brasil tira parte da área de milho segunda safra da janela ideal de plantio e isso impõe maior risco climático para a cultura. Apesar de não afetar significativamente o balanço global, a menor safra nacional reduzirá a disponibilidade para exportação de milho.

A comercialização seguirá bastante cadenciada, diante das incertezas sobre o tamanho da safra nacional. O USDA fez apenas pequenos ajustes de produção para a União Europeia (+0,3 mm t) e Ucrânia (+1 mm t), enquanto a produção global para a safra 2023/24 foi mantida em 1,2 bi t e o consumo em 1,19 bi t. A relação estoque/consumo global permanece em 26%.

Devemos observar queda na área plantada e redução da produção brasileira do cereal na safra 2023/24. A atualização da Conab projeta queda de 5,3% para a área total e redução de 10,2% para a produção, para 118,5 mm t. Mesmo se confirmada essa queda projetada de 10% para a safra brasileira, o balanço global do cereal não deve apresentar mudança, diante da grande safra de milho dos EUA e da retomada da produção da Argentina, que deve voltar a produzir mais de 50 mm t nessa safra. Com isso, a última linha do balanço, a relação estoque/uso global, permanece em 26%.

O mercado brasileiro de milho voltará para a condição de preços internos com prêmio em relação à paridade de exportação, se descolando do mercado internacional. Segundo o IMEA, a comercialização da safra 2022/23 foi a mais lenta dos últimos 5 anos, diante de um quadro de grande oferta interna e preços bastante pressionados. Para 2023/24, o IMEA aponta uma comercialização ainda mais atrasada: no Mato Grosso, apenas 15,6% da safra de milho foi comercializada até o momento, contra 42,3% da média e 20,1% no ano passado.

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