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SP amplia combate aos focos de incêndio fazendo parceria com iniciativa privada

No Nordeste, a queima técnica é considerada essencial para viabilizar o corte manual da cana, ainda predominante na região devido ao relevo acidentado, que impede a mecanização da colheita.
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O governo paulista informou nesta quarta-feira, 4, que vai ampliar o enfrentamento às queimadas em São Paulo em parceria com a iniciativa privada, sobretudo com entidades do setor sucroenergético, de energia elétrica, de gás, de água e concessionárias de rodovias.

Segundo nota da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, em reunião emergencial realizada na terça-feira, 3, essas entidades ofereceram suas estruturas de monitoramento e combate ao fogo. “A cooperação será intensificada nos próximos dias com a integração das empresas ao plano de contingência montado na operação SP Sem Fogo”, diz a pasta.

As usinas ligadas à União da Indústria da Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica), por exemplo, contam com 10 mil brigadistas e 2 mil caminhões-pipa disponíveis para combater incêndios nos canaviais. Já a Florestar, especializada no setor de inteligência em segurança patrimonial, ofereceu um trabalho em conjunto com o governo para o monitoramento de unidades de conservação afetadas pelas chamas.

As concessionárias de rodovias, por sua vez, colaborarão prestando serviços de informação à população sobre, por exemplo, áreas interditadas por causa da fumaça. Além disso, usarão o sistema de monitoramento via câmeras das rodovias para mapear novos focos de incêndio.

A cooperação ocorre em momento de agravamento das condições climáticas favoráveis ao surgimento de incêndios, com o tempo extremamente seco, situação que deve se prolongar em quase todo o mês de setembro. O número de focos de calor cresceu 386% entre janeiro e agosto deste ano na comparação com 2023.

Além disso, cerca de 8.049 propriedades rurais foram afetadas pelos incêndios em 317 municípios, ressaltou a secretaria na nota. A seca persiste neste mês de setembro, o que resulta em piora no cenário de risco de incêndios.

Com informações da Agência Estado
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