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Movimento contra energias fósseis ganha força na COP30

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A frente para acabar com as energias fósseis como um caminho inevitável para lutar contra o aquecimento global ressurgiu na cúpula de líderes da COP30, que termina nesta sexta-feira, 7, em Belém (PA), antes do início das árduas negociações entre os países.

A reunião de chefes de Estado e de governo começou na quinta-feira, 6, com um panorama sombrio: a ONU alertou que 2025 será um dos anos mais quentes já registrados. Além disso, a organização já admite que o objetivo de limitar o aquecimento a 1,5°C não será cumprido.

A conjuntura internacional também não ajuda: Donald Trump retirou novamente os Estados Unidos, segundo maior poluente do mundo, atrás da China, do Acordo de Paris.

Contudo, em tempos de crise, os líderes mundiais apresentaram sinais de resistência. Reunidos em Belém, no coração da maior floresta tropical do planeta, os líderes pediram ao mundo que aproveite a janela de oportunidade para agir.

Dois anos após a adoção em Dubai de um compromisso para o abandono progressivo das energias fósseis, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a incluir o tema na agenda.

Embora o Brasil seja o oitavo maior produtor de petróleo do mundo e tenha acabado de autorizar um projeto de exploração petrolífera na Foz do Amazonas, Lula defendeu “mapas do caminho” para “superar a dependência dos combustíveis fósseis”.

“Não é uma coisa fácil”

Vários países, incluindo a França e pequenas nações insulares que têm o futuro ameaçado pelo aumento do nível do mar, apoiaram o anfitrião do evento.

“Cada país deve apresentar seu mapa do caminho e elaborar sua estratégia para eliminar gradualmente os combustíveis fósseis”, disse o francês Emmanuel Macron.

O primeiro-ministro de Antígua e Barbuda, Gaston Browne, criticou “os grandes poluidores que continuam destruindo deliberadamente nosso ambiente marinho e terrestre”.

O “mapa do caminho” de Lula sobre as energias fósseis é interpretado como “um sinal claro das prioridades do Brasil para a COP30”, segundo Katrine Petersen, do centro de estudos E3G.

“Não necessariamente nas negociações oficiais, mas sim na agenda de ações voluntárias”, disse a especialista sênior do Instituto Talanoa, Marta Salomon, à AFP.

Lula já havia destacado a ideia na terça-feira durante uma entrevista para agências internacionais, incluindo a AFP. “A ideia é propor um mapa do caminho porque a gente fala, fala, fala na diminuição dos combustíveis fósseis”. Mas ele acrescentou: “Não é uma coisa fácil”.

Florestas

As declarações de Lula indicam um interesse em “impulsionar politicamente” o tema da transição energética na COP, mas isto não implica uma expectativa de alcançar um consenso entre os quase 200 países, disse uma fonte diplomática brasileira.

A COP30, que acontecerá em Belém entre 10 e 21 de novembro, prevê, em contrapartida, compromissos voluntários dos países, o que também poderia gerar anúncios relacionados ao metano, um gás responsável por parte do aquecimento global.

O Brasil promoveu na quinta-feira, 6, outra frente: a luta contra o desmatamento, ao lançar um fundo de investimentos dedicado à proteção das florestas tropicais, como a Amazônia.

A Noruega anunciou a intenção de investir US$ 3 bilhões (R$ 16 bilhões); o Brasil e a Indonésia, US$ 1 bilhão cada um (R$ 5,34 bilhões), segundo o anfitrião, e a França, US$ 575 milhões (R$ 3 bilhões).

“É vital frear o desmatamento para reduzir os impactos das mudanças climáticas”, afirmou o primeiro-ministro norueguês Jonas Gahr Støre.

Agence France Presse

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