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Cocal emite R$ 350 milhões em debêntures para modernização industrial em MS

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A Cocal, unidade Passa Tempo Agroindustrial, iniciou a distribuição de R$ 350 milhões em debêntures incentivadas, em duas séries, com liquidação financeira realizada em 12 de fevereiro de 2026. A operação é destinada exclusivamente a investidores profissionais e foi registrada automaticamente na Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Os recursos serão integralmente direcionados a um projeto de infraestrutura considerado prioritário no setor de energia, voltado à recuperação, adequação e modernização da planta industrial da companhia, localizada em Rio Brilhante (MS).

A unidade da Cocal possui capacidade instalada de 950 m³/dia de etanol hidratado e 750 m³/dia de etanol anidro. O investimento contempla a modernização da infraestrutura de geração de vapor, com atualização tecnológica das caldeiras que operam com biomassa de cana-de-açúcar (bagaço e palha), além da recuperação e atualização dos sistemas e equipamentos da fase industrial de produção de etanol.

Projeto vinculado às safras até 2035

O investimento está atrelado às safras de 2025/2026 a 2034/2035 e prevê tanto o reembolso de despesas já realizadas quanto o financiamento de gastos futuros relacionados à modernização da planta. O montante estimado para execução do projeto é de R$ 350 milhões, valor equivalente ao total captado na emissão.

A operação foi estruturada em duas séries. A primeira conta com remuneração de 8,2723% ao ano (base 252 dias úteis). Já a segunda série tem taxa prefixada de 14,05% ao ano (base 252 dias úteis), sendo que parte relevante do volume foi alocada nesta tranche.

A emissão foi realizada sem contratação de agência de classificação de risco e seguiu o rito automático previsto na regulamentação da CVM para ofertas destinadas a investidores profissionais. Segundo o enquadramento regulatório, o projeto se insere no segmento de produção de biocombustíveis e biogás, excluída a fase agrícola, com foco na ampliação da eficiência energética e na modernização da infraestrutura industrial.

Entre os efeitos esperados estão aumento de eficiência operacional, redução de emissões associadas à produção de biocombustíveis e fortalecimento da segurança energética regional.

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Episódio 32: Manutenção de mancais: como evitar falhas e paradas durante a safra?

Episódio 31: Como aumentar a confiabilidade dos acionamentos mecânicos nas usinas?

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