A LDC (Louis Dreyfus Company) registrou uma queda nos lucros anuais, em resultados que, segundo ela, foram resilientes diante dos persistentes desafios geopolíticos, econômicos e climáticos. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira, 18.
A ampla oferta global pressionou os preços de culturas básicas como milho e soja nos últimos dois anos e corroeu os lucros de grupos agroindustriais como a LDC e rivais norte-americanas como ADM, Bunge e Cargill.
A LDC afirmou que seus lucros principais antes de juros, impostos, depreciação e amortização atingiram US$ 1,83 bilhão no ano passado, contra US$ 1,88 bilhão em 2024. O lucro líquido do grupo caiu para US$ 653 milhões, ante US$ 726 milhões.
“Os mercados foram marcados por crises geopolíticas em curso, pela implementação de novas tarifas sobre os fluxos de comércio internacional e por preocupações com a desaceleração do crescimento econômico global”, afirmou em um relatório anual.
O volume de remessas do grupo aumentou 10,6% em relação ao ano anterior, contribuindo para que as vendas líquidas subissem para US$ 53,2 bilhões, ante US$ 50,6 bilhões no ano anterior.
O crescimento do volume foi impulsionado pela duplicação do investimento de capital para US$ 2 bilhões, o que aumentou a capacidade, afirmou a empresa.
A crise no Oriente Médio não impactou significativamente as atividades da LDC até o momento, acrescentou o grupo.
A guerra dos EUA e de Israel contra o Irã desestabilizou os mercados agrícolas ao criar tensões no fornecimento de fertilizantes e ameaçar aumentar os custos da agricultura por meio de preços mais altos tanto para fertilizantes quanto para combustíveis.
