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Coruripe reduz moagem em 10,9%, EBITDA cai 13% e lucro recua 57% na safra 2025/26

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A Coruripe encerrou o acumulado da safra 2025/26 até fevereiro com retração nos principais indicadores operacionais e financeiros. A moagem total atingiu 13,9 milhões de toneladas, queda de 10,9% em relação ao ciclo anterior, refletindo principalmente a menor produtividade agrícola e a redução da cana de fornecedores. No campo financeiro, o EBITDA ajustado somou R$ 1,36 bilhão, recuo de 13,2%, enquanto o lucro líquido caiu 57%, para R$ 234,5 milhões. A dívida líquida encerrou o período em R$ 3,66 bilhões, com leve redução frente à safra anterior, de acordo com relatório operacional-financeiro da companhia.

No desempenho agrícola, a queda de moagem foi acompanhada por uma redução na produtividade. O TCH recuou de 75,0 para 70,07 toneladas por hectare, enquanto o ATR médio apresentou leve retração, passando de 137,29 para 136,54 kg por tonelada. Como consequência, o ATR por hectare caiu 7,1%, evidenciando perda de desempenho no campo ao longo da safra. Segundo o relatório da companhia, a redução foi mais intensa na cana de fornecedores, que apresentou queda de 16,3%, enquanto a cana própria recuou 2,1%.

Na indústria, os impactos também foram relevantes. A produção de açúcar equivalente totalizou 36,99 milhões de sacas, retração de 12,1% na comparação anual. O açúcar total caiu 3,2%, para 24,55 milhões de sacas, enquanto o etanol apresentou queda mais acentuada, de 26,7%, somando 351,5 mil metros cúbicos.

A retração foi puxada principalmente pelo etanol hidratado, que caiu 35,3%, ao passo que o anidro recuou 16,1%. A geração de energia elétrica também foi menor, com produção de 606,9 mil MWh, queda de 13,5%. Apesar desse cenário, a eficiência industrial apresentou leve avanço, passando de 87,6% para 88,1%, conforme dados do relatório.

Resultado pressionado e ajuste na estrutura financeira

No campo financeiro, a receita bruta consolidada somou R$ 3,97 bilhões, queda de 8,2% em relação à safra anterior, enquanto a receita líquida recuou 8,4%, para R$ 3,81 bilhões. O EBITDA ajustado atingiu R$ 1,36 bilhão, com margem de 35,6%, refletindo o impacto da menor produção e das variações nos preços dos produtos.

De acordo com o relatório da companhia, o lucro operacional caiu 55,7%, pressionado principalmente pela piora nas demais receitas operacionais. O lucro líquido, por sua vez, totalizou R$ 234,5 milhões, com retração de 57% no período.

Em relação à estrutura de capital, a Coruripe encerrou fevereiro com dívida bruta de R$ 4,21 bilhões, redução de 7,0%, e dívida líquida de R$ 3,66 bilhões, queda de 2,2% frente ao ciclo anterior. Apesar da redução do endividamento, o relatório aponta uma diminuição relevante do caixa, que passou de R$ 1,1 bilhão para R$ 222,7 milhões, ao mesmo tempo em que houve aumento nos estoques de produtos acabados. Segundo o relatório da Coruripe, a composição da dívida segue concentrada em CDI, que representa 74% do total, e majoritariamente em bancos comerciais, que respondem por 68% da estrutura, indicando exposição relevante ao ambiente de juros.

Natália Cherubin para RPAnews

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