Entre as mais recentes ações neste sentido está a inclusão das oficinas automotivas, o que visa ampliar a eficiência.
Por meio de padronização e centralização das informações, a Tereos estima que seu Centro de Operações Agroindustriais (COA) tem potencial de economia de cerca de R$ 40 milhões ao ano. O valor representa um aumento de 60% ante a projeção de três anos atrás, de R$ 25 milhões.
Segundo a empresa, o COA já contribuiu para “avanços expressivos” de eficiência, como o aumento da produtividade das máquinas, possibilitando a redução do número de colhedoras em operação sem impacto nos resultados.
Implementado em 2022, o projeto foi estruturado por fases. Na primeira etapa, o foco esteve na otimização da frota de caminhões, redução do consumo de diesel e garantia de aderência ao plano de colheita. Já na segunda fase, a iniciativa contemplou o despacho automático de caminhões canavieiros e projetos voltados ao fortalecimento da governança de dados.
“Ao longo de sua evolução, o COA deixou de atuar apenas como um centro de ganho de eficiência operacional e passou a ser um pilar da qualidade da informação, avançando agora para apoiar diretamente as orientações sobre as atividades no campo e na indústria”, comenta o diretor de operações agroindustriais da Tereos, Everton Carpanezi.
Oficinas automotivas
Na última safra, a Tereos incorporou as oficinas automotivas de todas as suas unidades ao COA. Segundo a companhia, a iniciativa marca “mais um avanço” na consolidação do COA como um “ecossistema estratégico para a gestão da operação”.
Com a mudança, os mecânicos das oficinas automotivas de todas as unidades do grupo passaram a solicitar a abertura das ordens de serviço de forma digital e padronizada. “O registro das atividades é realizado on-line, via tablet ou celular, garantindo mais agilidade, assertividade e confiabilidade das informações”, relata a empresa.
De acordo com a Tereos, a gestão das ordens de serviço padronizada traz “ganhos relevantes” para a operação, como melhor visibilidade das atividades executadas e mais eficiência no planejamento da manutenção. “A iniciativa permite, por exemplo, antecipar falhas ou quebras de equipamentos, agilizar a tomada de decisão e definir de forma mais precisa o estoque de peças”, detalha.
Próximos passos
Para a próxima safra, a Tereos prevê a incorporação da torre de tratos ao COA, o que permitirá uma gestão ainda mais eficiente dos equipamentos agrícolas em campo.
Com a integração, dados capturados diretamente dos equipamentos, como mapas de aplicação, velocidade e tempo de motor ocioso, passarão a ser utilizados como insumos estratégicos para o monitoramento das operações e a tomada de decisão baseada em dados, de forma mais rápida e assertiva.
“A operação da torre de tratos será semelhante ao que realizamos com as equipes de colheita quando implementamos o COA. A integração do monitoramento dos equipamentos permitirá identificar possíveis falhas ou sobreposições na aplicação, otimizar as operações e garantir ganhos de produtividade, além de decisões mais ágeis”, destaca Carpanezi.
Neste ano, a Tereos também irá integrar ao COA os sistemas de monitoramento de fadiga de motoristas, velocidade e prevenção de incêndios. De acordo com a companhia, embora essas frentes já sejam acompanhadas, a centralização das informações deve permitir um uso mais estratégico dos dados.
*Tereos

