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Petrobras muda estratégia e oferece combustíveis via cotas extras a distribuidoras

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A Petrobras mudou sua estratégia e comunicou à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) que decidiu ofertar volumes adicionais de diesel e gasolina a distribuidoras para entregas em abril, por meio de cotas extras em contratos tradicionais, afirmaram quatro fontes nesta quarta-feira, 25, à Reuters.

Anteriormente, a petroleira estava negociando volumes de combustíveis adicionais via leilão, que estavam registrando preços mais altos diante da forte demanda em meio à guerra no Golfo Pérsico que elevou os valores do petróleo.

O nervosismo do mercado internacional acabou impactando o Brasil, onde o diesel subiu cerca de 20% nos postos desde o início da guerra, uma vez que parte do mercado opera com o produto importado.

A situação se agravou ainda mais depois que a Petrobras cancelou os leilões, em meio a altos preços registrados, o que levou a ANP a afirmar, em relatório publicado na última sexta-feira, que o abastecimento nacional de combustíveis se encontrava sob “situação excepcional de risco”, caracterizada por retração relevante da oferta importada e elevada e disseminada demanda interna.

Uma das fontes explicou que a petroleira decidiu permitir que as distribuidoras solicitem volumes extras para abril. “Ela entregará esse extra até o limite do volume que ela faria leilão, dividindo proporcionalmente entre os distribuidores”, explicou, na condição de anonimato.

Agentes do setor afirmaram que volumes de diesel A (puro) em leilões da Petrobras, antes do cancelamento, chegaram a ser negociados entre R$ 1,80 e R$ 2 por litro sobre o preço de referência das refinarias da própria companhia. As operações ocorreram enquanto o governo brasileiro busca medidas para atenuar a alta dos preços ao consumidor.

A paralisação repentina dos leilões da Petrobras, sem uma explicação, ocorreu no início da semana passada, agravando o cenário de restrição de oferta no Brasil, em meio à escalada de conflitos no Oriente Médio, sobretudo para abril.

A decisão da Petrobras ocorre após a ANP ter notificado a petroleira na semana passada para que ofertasse “imediatamente” os volumes de combustíveis referentes aos leilões cancelados.

Procurada, a Petrobras não comentou o assunto imediatamente.

*Reuters

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