Na próxima semana em Ribeirão Preto/SP, dia 16, durante a Cana Summit, promovido pela Orplana, a entidade que reúne as associações de canavieiros paulistas deverá assinar acordo de revisão técnica e econômica do Consecana, já pactuado com a Unica (União da Indústria da Cana-de-açúcar e Bioenergia).
As entidades firmaram um acordo depois de mais um ano de indefinições. Um memorando com tais intenções foi divulgado e, segundo a Federação dos Plantadores de Cana do Brasil (Feplana), trás diretriz para os procedimentos esperados de modo a valorizar a cana de açúcar e os fornecedores independentes das usinas.
No acordo, além da atualização dos critérios técnico-econômicos, ainda serão reforçados nas decisões a representação da indústria e dos canavicultores também, consolidando “a participação do produtor de cana em um modelo que já lhe pertence”.
Tal revisão técnica e econômica do modelo se dará a partir do trabalho desenvolvido pelo Centro de Estudos do Agronegócio da Fundação Getulio Vargas (FGV Agro), objetivando, segundo as entidades, a “modernização” da governança do Consecana-SP, com regras “mais estáveis” a todos.
A revisão deveria ter ocorrido na safra 2024/25, mas não houve acordo sobre as novas regras, atrasando sua implementação. “Agora é tempo de recomeço. O acordo representa maturidade, apesar de tardia. Parabéns à Orplana e a Única. A Orplana tem um novo conselho deliberativo, agora sob o comando de Roberto Cestari, presidente da Associação de Fornecedores de Cana da Região de Orindiuva (Ouricana)”, fala Paulo Leal, presidente da Feplana.

