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Queda do petróleo derruba açúcar e leva preços às mínimas em três semanas

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Os preços do açúcar ampliaram as perdas ao longo da semana e atingiram mínimas de três semanas nesta quarta-feira, pressionados principalmente pela forte queda do petróleo no mercado internacional. O contrato de açúcar bruto com vencimento em maio caiu 2,4%, fechando em 14,23 centavos de dólar por libra-peso, o menor valor desde meados de março. O contrato mais ativo do açúcar branco caiu 1,5%, para US$ 422,30 a tonelada, também o valor mais baixo desde meados de março.

O movimento foi intensificado após o recuo de 16% nos preços do petróleo bruto (CLK26), fator que impacta diretamente a competitividade do etanol. Com o petróleo mais barato, os preços do biocombustível tendem a cair, o que pode incentivar usinas ao redor do mundo a direcionarem maior volume de cana para a produção de açúcar, elevando a oferta global da commodity.

Além disso, o mercado já operava sob pressão desde terça-feira, após o secretário de Alimentos da Índia afirmar que o governo não pretende proibir as exportações de açúcar neste ano. A sinalização reduziu as preocupações de que o país pudesse redirecionar mais cana para a produção de etanol, cenário que havia ganhado força após a guerra envolvendo o Irã afetar o abastecimento global de petróleo.

Outro fator de baixa vem da própria produção indiana. Na última quinta-feira, a Federação Nacional das Cooperativas de Açúcar da Índia informou que a produção do país na safra 2025/26, entre 1º de outubro e 31 de março, avançou 9% na comparação anual, atingindo 27,12 milhões de toneladas.

No Brasil, o aumento da produção também contribui para o viés baixista dos preços. Em 27 de março, a Unica reportou que a produção acumulada de açúcar no Centro-Sul na safra 2025/26 (de outubro até meados de março) cresceu 0,7% em relação ao ano anterior, totalizando 40,25 milhões de toneladas.

Segundo os dados, as usinas elevaram a participação da cana destinada à produção de açúcar para 50,61%, acima dos 48,08% registrados no ciclo anterior, movimento que reforça o aumento da oferta global da commodity e pressiona ainda mais as cotações.

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