Solução combina auditoria documental, fiscalização em campo e BI de risco de serviços terceirizados para apoiar decisões financeiras e reduzir exposição jurídica no setor sucroenergético
A terceirização se tornou parte essencial da operação no setor sucroenergético, especialmente em atividades ligadas à plantio, colheita, transporte, manutenção, operações agrícolas e industriais. Ao mesmo tempo, o crescimento da dependência de prestadores de serviço ampliou a exposição das usinas a riscos trabalhistas, previdenciários, fiscais, operacionais e reputacionais.
Com foco nesse cenário, a RPA Consultoria lança o AgroCompliance, uma solução voltada à gestão inteligente de terceiros e mitigação de riscos subsidiários em usinas sucroenergéticas.
A proposta do AgroCompliance é transformar a fiscalização documental e operacional em uma barreira efetiva de proteção jurídica e financeira para a contratante, integrando auditoria mensal, verificações em campo, matriz de criticidade, score de risco e dashboards executivos para apoiar decisões como liberação, retenção ou bloqueio de pagamentos de prestadores de serviço.
Segundo Ricardo Pinto, CEO e sócio da RPA Consultoria, o objetivo da solução é criar rastreabilidade, fortalecer a governança operacional e gerar evidências auditáveis de fiscalização contínua, reduzindo a exposição da usina a passivos futuros.
“A terceirização é necessária para a operação sucroenergética, mas sem controle estruturado transfere risco jurídico, operacional e reputacional para a usina. O AgroCompliance nasce justamente para transformar fiscalização em inteligência de risco e proteção executiva”, adiciona Thiago Santos, consultor e sócio da RPA Consultoria.
A solução foi estruturada para atuar em diferentes pilares de conformidade, incluindo aspectos trabalhistas, previdenciários, segurança e saúde ocupacional, regularidade jurídica e fiscal, além da prevenção de riscos relacionados à ingerência operacional.
Entre os principais diferenciais da solução estão:
- Auditoria documental recorrente;
- Fiscalização in loco;
- Checklists digitais padronizados;
- Score de criticidade e recorrência;
- Parecer técnico para pagamento de faturas;
- Dashboard executivo de risco;
- Monitoramento por frente de trabalho e terceirizada.
De acordo com Thiago Santos, um dos pontos centrais da solução é conectar compliance operacional à tomada de decisão financeira.
“A contratação de transporte de cana, quando estruturada como prestação autônoma de transporte de carga por empresa transportadora regularmente constituída, tende a ser caracterizada juridicamente como contrato comercial, e não como terceirização típica de mão de obra. Esse enquadramento reduz o risco de responsabilização subsidiária automática da usina, conforme entendimento recente do TST”, explica.
Ainda assim, segundo Santos, é recomendada a adoção de mecanismos de governança contratual, compliance documental, controle de segurança operacional e evidências de autonomia da transportadora, de modo a mitigar riscos trabalhistas, previdenciários, fiscais e regulatórios.
“O AgroCompliance foi estruturado para funcionar como uma camada preventiva de governança, permitindo que as usinas deixem de atuar apenas de forma reativa diante de problemas já materializados”, destaca Santos.
Além do acompanhamento operacional, a solução prevê workflows de conformidade conectados ao processo de aprovação financeira. Na prática, nenhuma fatura deve ser liberada sem parecer técnico de conformidade validado no ciclo anterior.
“O risco não começa na ação trabalhista. Ele começa quando não existe fiscalização comprovada, rastreabilidade ou evidência da diligência da contratante. O AgroCompliance transforma essas evidências em gestão executiva de risco”, afirma Santos.
A implantação da solução ocorre em etapas, envolvendo diagnóstico inicial, parametrização de matriz de criticidade, operação piloto e expansão gradual para todas as terceirizadas da operação.
Segundo a RPA Consultoria, a solução pode ser aplicada em operações agrícolas, industriais, transporte, manutenção, apoio operacional e demais atividades terceirizadas do setor sucroenergético.


