O CTC (Centro de Tecnologia Canavieira) encerrou a safra 2025/26 com crescimento nos principais indicadores financeiros e avanço na participação no mercado de plantio de cana-de-açúcar. De acordo com resultados divulgados pela companhia nesta terça-feira, 27, a receita líquida alcançou R$ 470,6 milhões, alta de 11,3% em relação à safra 2024/25.
O lucro líquido da companhia somou R$ 216,5 milhões no acumulado da safra, crescimento de 23,2% na comparação anual. Já o EBITDA atingiu R$ 218,7 milhões, avanço de 10,4% frente ao ciclo anterior, com margem EBITDA de 46,5%, mesmo patamar registrado na safra passada.
Segundo o CTC, os resultados refletem principalmente a expansão do market share de plantio, que atingiu 32% na safra 2025/26, aumento de seis pontos percentuais em relação ao ciclo anterior. A companhia atribui o desempenho à maior adoção de variedades recentes e ao avanço do portfólio de tecnologias.
De acordo com César Barros, CEO do CTC, a companhia encerrou a safra com desempenho financeiro sólido, sustentado pela evolução da base comercial e pela ampliação da adoção de novas tecnologias no campo.
No quarto trimestre da safra 2025/26, o lucro líquido foi de R$ 39,9 milhões, retração de 5,1% em relação ao mesmo período da safra anterior. O EBITDA trimestral somou R$ 40,6 milhões, queda de 15,6% na comparação anual. Segundo a companhia, o desempenho foi impactado pela intensificação de iniciativas comerciais e operacionais ligadas à principal janela de plantio, além do avanço das atividades de validação e desenvolvimento do pipeline de inovação.
Biotecnologia e sementes sintéticas avançam
O relatório mostra ainda que 81% do plantio realizado com variedades protegidas utilizou materiais lançados a partir de 2020, reforçando o avanço da adoção de novas variedades no setor. A variedade CTCAdvana1 alcançou 268 usuários ao longo da safra, enquanto a companhia lançou a CTCAdvana2, material com ganho estimado de produtividade de 10% em relação aos padrões atuais de mercado.
A companhia também destacou a variedade CTC9006 como a de maior intenção de plantio da safra.
Na área de biotecnologia, o CTC informou que obteve aprovação regulatória junto à CTNBio para a primeira variedade da plataforma VerdPRO2, resistente à broca-da-cana e tolerante a herbicida. A companhia também avançou no processo de transformação de novas variedades dentro da plataforma.
Outro destaque da safra foi a inauguração da UPS (Unidade de Produção de Sementes Sintéticas), investimento de R$ 100 milhões que marca o início da produção em escala da tecnologia de sementes sintéticas. Segundo a companhia, a solução busca ampliar produtividade e sustentabilidade no plantio de cana-de-açúcar.
Os investimentos em pesquisa e desenvolvimento somaram R$ 79,6 milhões no quarto trimestre da safra, crescimento de 22% frente ao mesmo período do ciclo anterior. No acumulado da safra 2025/26, os aportes em P&D atingiram R$ 268 milhões, avanço de 14,6%, direcionados às áreas de Melhoramento Genético, Biotecnologia e Sementes Sintéticas.
O Capex do trimestre foi de R$ 56,8 milhões, praticamente o dobro do registrado no quarto trimestre da safra 2024/25. No acumulado do ciclo, os investimentos totalizaram R$ 139 milhões, crescimento de 142,4% na comparação anual. Segundo a companhia, os recursos foram destinados principalmente à UPS, ampliação de laboratórios e infraestrutura de pesquisa.
O CTC encerrou a safra com posição de caixa líquido de R$ 501,7 milhões. De acordo com Paulo Geraldo Polezi, diretor Financeiro e de Relações com Investidores da companhia, a posição financeira mantém capacidade para sustentar os investimentos em inovação e crescimento previstos para os próximos anos.
A safra 2025/26 também foi marcada pelo reconhecimento do CTC no ranking GPTW Agro 2025/26, no qual a companhia conquistou o primeiro lugar entre as melhores empresas para trabalhar no agronegócio brasileiro.



