Home Últimas Notícias Petróleo sobe 2% após navio cargueiro ser atingido perto de Omã
Últimas Notícias

Petróleo sobe 2% após navio cargueiro ser atingido perto de Omã

Compartilhar

Os preços do petróleo subiram cerca de 2% nesta quinta-feira, 25, depois que um navio de carga foi atingido por um projétil desconhecido perto de Omã, gerando preocupações sobre quanto tempo levaria para que o fluxo de petróleo no Oriente Médio voltasse aos níveis observados antes da guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã.

Após o fechamento do mercado nesta quinta-feira, duas autoridades americanas disseram à Reuters que o Irã disparou contra o navio de carga que havia relatado ter sido atingido por um projétil enquanto tentava atravessar o Estreito de Ormuz.

As autoridades iranianas afirmaram que a segurança das embarcações que passam fora das rotas designadas no Estreito de Ormuz não é garantida.

Os futuros do Brent subiram US$ 1,52, ou 2,1%, fechando a US$ 75,26 o barril, enquanto o petróleo West Texas Intermediate (WTI) dos EUA subiu US$ 1,58, ou 2,3%, fechando a US$ 71,92 o barril.

Na quarta-feira, os dois contratos de referência do petróleo fecharam em seu nível mais baixo desde 27 de fevereiro, um dia antes do início da guerra, enquanto os embarques de petróleo pelo estreito atingiram seu nível mais alto desde o início do conflito. Antes da guerra, cerca de 20% do abastecimento mundial de petróleo passava pelo Estreito de Ormuz, entre Irã e Omã.

Mas, nesta quinta-feira, a Organização Marítima Internacional das Nações Unidas suspendeu seu programa de escolta a navios e tripulantes pelo Estreito de Ormuz depois que um navio de carga relatou um suposto ataque, reacendendo os temores em relação a um acordo preliminar para encerrar a guerra com o Irã.

“Os tanques de armazenamento em todo o Golfo estão com cerca de 50% a 60% da capacidade, portanto, se o tráfego de petroleiros pelo estreito não se recuperar no curto prazo, os produtores precisarão reduzir a produção, e a recuperação total será adiada para o próximo ano”, afirmaram analistas da consultoria Rystad Energy em um relatório.

O acordo entre os EUA e o Irã para pôr fim à guerra permitiu a retomada do tráfego pelo estreito, que o Irã havia efetivamente bloqueado.

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse aos aliados do Golfo nesta quinta-feira que qualquer acordo com o Irã levaria em conta os interesses deles, ao encerrar uma viagem ao Oriente Médio com o objetivo de conquistar parceiros regionais que nutrem profundas reservas em relação ao acordo preliminar.

O Goldman Sachs afirmou que não espera uma grande recuperação na produção iraniana, mesmo que o alívio das sanções se estenda além do prazo de validade de 21 de agosto.

Reuters| Scott DiSavino

Compartilhar

Episódio 23: O etanol de milho pode mudar o futuro das usinas brasileiras?

Episódio 22: Como as tecnologias e a IA impactam as operações agrícolas?

Enviamos diariamente um boletim informativo com destaques do setor bioenergético 

Artigo Relacionado
OpiniãoÚltimas Notícias

Biocombustível brasileiro, sustentabilidade com DNA nacional

O Brasil vive um momento decisivo na corrida global pela descarbonização. Com...

Últimas Notícias

El Niño forte coloca safra de cana 2026/27 em alerta, aponta Itaú BBA

Relatório indica alta probabilidade de um evento forte do fenômeno climático e...

Últimas Notícias

Atvos pagará R$ 124,87 mil para compensação ambiental de ampliação de usina em MS

Segundo o Imasul, recurso pago pela Atvos será destinado ao fortalecimento de...

Reprodução/Pé na Estrada | Crédito: Reprodução/Pé na Estrada Direitos autorais: Reprodução/Pé na Estrada
Últimas Notícias

StoneX reduz previsão de crescimento da demanda por diesel B para 1,6% em 2026

A consultoria StoneX reduziu a previsão de crescimento da demanda brasileira por...