Nos últimos anos, o setor sucroenergético passou a operar em um ambiente cada vez mais complexo. Margens mais estreitas, maior pressão sobre o caixa, necessidade de ganhos contínuos de produtividade e investidores cada vez mais atentos à capacidade de geração de valor.
Nesse contexto, uma pergunta merece reflexão: Faz sentido que uma usina continue enfrentando esses desafios apenas com sua estrutura interna?
A área agrícola responde por aproximadamente 80% dos custos operacionais de uma usina. Pequenos ganhos de eficiência podem representar milhões de reais em geração adicional de caixa.
Ao mesmo tempo, implementar mudanças estruturantes nem sempre é simples. Conflitos de interesse, limitações organizacionais e o dia a dia da operação frequentemente dificultam decisões que poderiam transformar o desempenho do negócio.
Talvez seja o momento de discutir novos modelos de gestão, capazes de combinar experiência, independência e foco absoluto em resultados.
Nos próximos dias, compartilharei algumas reflexões sobre esse tema e sobre uma tendência que pode transformar a forma como o setor conduz sua gestão agrícola.

*Thiago Barros dos Santos é engenheiro agrônomo e sócio da RPA Consultoria




