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Escalada entre EUA e Irã pode ameaçar superávit de petróleo em 2027, diz IEA

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Uma escalada das hostilidades entre Estados Unidos e Irã pode comprometer a previsão da Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês) de um superávit significativo no mercado de petróleo no próximo ano, informou a agência nesta sexta-feira, 10.

A divulgação ocorre em um momento em que se sabe que a oferta global aumentou em junho, quando o Estreito de Ormuz foi reaberto, mas ainda ficou aquém dos níveis pré-guerra.

Os mercados globais de petróleo tiveram um certo alívio no mês passado, quando um acordo de paz entre os EUA e o Irã facilitou a reabertura do estreito, onde houve interrupção do fluxo de até 14 milhões de barris por dia de petróleo bruto durante o auge da maior crise de abastecimento de petróleo da história.

A IEA informou que a oferta global de petróleo aumentou 4,1 milhões de barris por dia (bpd) em junho, mas permaneceu 9,4 milhões de bpd abaixo dos níveis pré-guerra.

A agência prevê que a oferta aumentará em 7,5 milhões de bpd no próximo ano, após uma contração de 3,7 milhões de bpd neste ano, mas isso depende da melhoria dos trânsitos pelo Estreito de Ormuz.

“Uma escalada das hostilidades nos dias 7 e 8 de julho, no entanto, obscurece as perspectivas e poderia comprometer a previsão de que o mercado passe a apresentar um superávit no próximo ano”, afirmou a agência, acrescentando que um acordo de paz duradouro é “indispensável” para que os mercados de petróleo se normalizem.

As previsões da IEA para 2027 indicam que a oferta superará a demanda em 4,62 milhões de bpd no próximo ano, em comparação com um déficit de 860 mil bpd neste ano, desde que os produtores consigam retomar a produção nos campos e as refinarias possam retomar os embarques normais de produtos.

A agência sediada em Paris, que assessora nações industrializadas, prevê que a demanda global por petróleo caia em 1 milhão de bpd este ano, antes de se recuperar e aumentar 2 milhões de bpd em 2027.

No curto prazo, a agência prevê que a alta temporada de demanda por combustível no verão, aliada aos preços mais baixos, elevará o consumo em cerca de 8 milhões de bpd em comparação com o ponto mais baixo registrado em maio, no auge da crise.

“Os preços do petróleo muito mais baixos também estão incentivando o crescimento no uso do petróleo, assim como as perspectivas econômicas mais otimistas”, afirmou a agência.

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) divulgará seu próprio relatório mensal sobre o mercado de petróleo nesta segunda-feira, 13.

Reuters| Robert Harvey

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