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Açúcar atinge mínimas em mais de cinco anos diante de excedente global persistente

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Expectativa de superávit de açúcar nas safras 2025/26 e 2026/27 pressiona cotações internacionais

Os preços internacionais do açúcar ampliaram a trajetória de queda iniciada há três meses e atingiram, na quarta-feira, as mínimas dos contratos mais próximos em 5,25 anos. O movimento reflete preocupações com a manutenção de um excedente global significativo nas próximas safras.

O contrato de açúcar bruto com vencimento em março fechou em queda de 0,28 centavo de dólar, ou 2%, a 13,84 centavos de dólar por libra-peso, após atingir o menor nível em cinco anos, de 13,82 centavos. Por sua vez, o contrato mais ativo de açúcar branco caiu 2,7%, para US$ 387,20 por tonelada, após atingir o menor nível em cinco anos, de US$ 386,40 por tonelada, no início do pregão.

Analistas da trading Czarnikow indicaram, na última semana, expectativa de superávit global de 3,4 milhões de toneladas na safra 2026/27, após um excedente estimado em 8,3 milhões de toneladas em 2025/26. A avaliação reforça a percepção de oferta abundante no mercado internacional.

A consultoria Green Pool Commodity Specialists também projeta superávit global de 2,74 milhões de toneladas em 2025/26 e de 156 mil toneladas em 2026/27. Já a StoneX estima excedente de 2,9 milhões de toneladas na safra 2025/26.

No Brasil, a Unica informou que a produção acumulada de açúcar no Centro-Sul na safra 2025/26, até meados de janeiro, alcançou 40,236 milhões de toneladas, alta de 0,9% na comparação anual. O direcionamento da cana para a produção de açúcar também aumentou, passando de 48,15% na safra anterior para 50,78% no ciclo atual.

Na Índia, a Associação das Usinas de Açúcar (ISMA) reportou que a produção no período de 1º de outubro a 15 de janeiro da safra 2025/26 cresceu 22% na comparação anual, somando 15,9 milhões de toneladas. Em novembro, a entidade revisou para cima sua estimativa de produção para 31 milhões de toneladas, ante previsão anterior de 30 milhões, o que representa avanço de 18,8% frente ao ciclo anterior.

A ISMA também reduziu a estimativa de açúcar destinado à produção de etanol para 3,4 milhões de toneladas, abaixo dos 5 milhões previstos anteriormente. A revisão pode ampliar o volume disponível para exportação.

As cotações também seguem pressionadas pela perspectiva de aumento nas exportações indianas. O secretário de alimentos da Índia afirmou que o governo pode autorizar embarques adicionais para reduzir o excesso de oferta interna. Em novembro, o Ministério da Alimentação do país já havia autorizado a exportação de 1,5 milhão de toneladas na safra 2025/26.

A Índia é o segundo maior produtor mundial de açúcar, e a combinação entre maior produção e potencial ampliação das exportações reforça o cenário de oferta global robusta, pressionando os preços internacionais.

Com informações da Barchart

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