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Açúcar cristal sobe com baixa oferta no Spot, mesmo com produção em Alta em SP

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Os preços do açúcar cristal negociado no mercado spot de São Paulo registraram forte recuperação nos últimos dias, impulsionados pela baixa disponibilidade do produto para pronta-entrega. Segundo levantamento do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), na sexta-feira (19), o Indicador CEPEA/ESALQ para o cristal com cor Icumsa entre 130 e 180 atingiu R$ 120,45 por saca de 50 kg — maior patamar em quase um mês e alta de 2,75% em relação à sexta anterior.

De acordo com pesquisadores do Cepea, apesar da produção expressiva de açúcar em São Paulo nas últimas semanas, o volume disponível no mercado spot tem sido limitado, já que grande parte da oferta tem sido destinada a contratos previamente firmados para o mercado interno e para exportação. Esse cenário tem dado sustentação aos preços do cristal na pronta-entrega.

A valorização ocorre mesmo com o avanço da moagem de cana, favorecida pelas condições climáticas. Dados da Unica (União da Indústria de Cana-de-Açúcar) mostram que, na segunda quinzena de agosto, as usinas paulistas produziram 2,521 milhões de toneladas de açúcar, um crescimento de 21,32% frente ao mesmo período de 2024. O longo período de estiagem tem favorecido uma colheita mais eficiente e sem interrupções.

Na semana anterior (entre 8 e 12 de setembro), o mercado spot paulista apresentava um comportamento mais estável. O Indicador CEPEA/ESALQ havia registrado leve alta de 0,22%, com média de R$ 118,79 por saca de 50 kg. Ou seja, a alta registrada nos últimos dias marca uma aceleração no ritmo de valorização do cristal no mercado físico.

Já no cenário internacional, os preços do açúcar demerara recuaram no mesmo período, pressionados pelas projeções de boa safra na Ásia, especialmente na Índia e na Tailândia, além da produção robusta no Centro-Sul brasileiro. Ainda segundo a Unica, na primeira quinzena de agosto, as usinas paulistas produziram 2,368 milhões de toneladas de açúcar — alta de 20,46% em relação ao mesmo período do ano anterior. Naquele momento, 61,64% da cana-de-açúcar processada nas usinas paulistas foi destinada à produção de açúcar.

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