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Açúcar dispara com perspectiva de déficits globais e menor oferta no mercado internacional

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Preços avançam em Nova York e Londres diante de projeções de déficit global e preocupações com a produção em importantes países exportadores

Os preços internacionais do açúcar registraram forte alta nas bolsas de Nova York e Londres impulsionados pelas perspectivas de déficits globais de oferta nas próximas temporadas e pelas preocupações envolvendo a produção em grandes países exportadores.

De acordo com a Barchart, o contrato do açúcar bruto nº11, negociado em Nova York, fechou cotado a 14,96 cents por libra-peso, com alta de 2,47%. Já o açúcar branco negociado em Londres encerrou o pregão a US$ 442,70 por tonelada, avançando 3,10%.

O suporte ao mercado veio após a Datagro elevar sua previsão de déficit global de açúcar na safra 2026/27 para 3,17 milhões de toneladas, acima da estimativa anterior de déficit de 2,26 milhões de toneladas.

Além disso, a StoneX projetou que o mercado global deverá passar de um superávit estimado em 2,3 milhões de toneladas na temporada 2025/26 para um déficit de 550 mil toneladas em 2026/27.

O mercado também monitorou perspectivas para a produção brasileira. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estimou queda de 0,5% na produção de açúcar do Brasil na safra 2026/27, para 43,952 milhões de toneladas. Ao mesmo tempo, a produção de etanol deverá crescer 7,2%, alcançando 29,259 bilhões de litros.

Segundo a publicação, o Citigroup também reduziu sua estimativa para a produção brasileira de açúcar em 2026/27 para 39,5 milhões de toneladas, citando maior direcionamento da cana para a fabricação de etanol diante da valorização da gasolina.

Outro fator acompanhado pelo mercado são os riscos climáticos relacionados ao fenôeno El Niño, que podem impactar a produção de açúcar na Índia e na Tailândia nos próximos meses.

Apesar da alta recente, a Barchart destacou que o mercado ainda convive com fatores de pressão baixista, incluindo preocupações com demanda global enfraquecida e o elevado volume de entregas no vencimento do contrato de maio do açúcar branco em Londres, o maior em 14 anos.

Com informações da Barchart

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