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Açúcar: preços voltam a bater máxima de 4 anos na ICE

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Em uma quarta-feira marcada pelo otimismo nos mercados financeiros e pelo aperto na oferta no curto prazo, os preços do açúcar voltaram a bater a máxima de quase quatro anos ontem (17) na ICE de Nova York.

Dentre os fatores que influenciaram a alta estão as previsões para a produção da Índia apontando ligeiramente para baixo, a continuidade de uma safra ruim na Tailândia e incertezas sobre a próxima safra do Brasil, conforme destacaram analistas ouvidos pela Reuters.

O contrato do açúcar bruto de Nova York com vencimento em março/21 fechou em alta de 1,4%, cotado a 16,96 centavos de dólar por libra-peso. Durante o dia a commodity chegou a atingir a marca de 17,09 cts/lb, uma máxima de contrato e maior nível para o adoçante desde abril de 2017.

Ainda segundo a Reuters, o Commerzbank disse que o mercado de açúcar deve registrar nesta temporada um superávit levemente maior do que na anterior; no entanto, o risco do preço está inclinado para o lado positivo, já que a produção menor provavelmente fará com que os preços subam mais do que uma produção maior poderia empurrá-los para baixo.

Em Londres, o açúcar branco no vencimento maio/21 foi comercializado em US$ 463,50 a tonelada, valorização de 1,6% quando comparado aos preços praticados no dia anterior.

Índia

Em relatório enviado nesta manhã, a Czarnikow destacou que as usinas indianas produziram 3,2 milhões de toneladas de açúcar na primeira metade de fevereiro, destacando que o ritmo de produção continua forte.

“Até agora nesta temporada, a Índia produziu 20,9 milhões de toneladas de açúcar e ainda acreditamos que isso aumentará para 31,5 milhões de toneladas no total”, destacou a Czarnikow, informando ainda que 33 das 497 usinas pararam de funcionar devido à falta de cana, o que é considerado normal neste ponto da temporada.

Mercado doméstico

O mercado doméstico voltou a funcionar nesta quarta-feira após o recesso de carnaval. O açúcar cristal foi negociado pelas usinas nesta quarta-feira em R$ 106,02 a saca de 50 quilos, alta de 1,05% quando comparado aos preços praticados na sexta-feira (12), de acordo com os índices do Cepea/Esalq, da USP.

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