Home Açúcar Açúcar recua com queda do petróleo e melhora das chuvas na Índia
AçúcarMercadoÚltimas Notícias

Açúcar recua com queda do petróleo e melhora das chuvas na Índia

Compartilhar

Os contratos futuros do açúcar fecharam em queda na sexta-feira (10). Em Nova York, o contrato outubro/26 do açúcar bruto encerrou o pregão cotado a 14,88 cents de dólar por libra-peso, baixa de 1,59%. Em Londres, o contrato agosto/26 do açúcar branco fechou a US$ 467,70 por tonelada, recuo de 2,40%. Segundo análise da Barchart, a desvalorização do petróleo e a melhora das chuvas de monção na Índia pressionaram as cotações da commodity.

A queda de cerca de 1% nos preços do petróleo reduziu a competitividade do etanol, aumentando a possibilidade de que usinas direcionem uma parcela maior da cana para a produção de açúcar. Esse movimento tende a elevar a oferta da commodity no mercado internacional e pressionar os preços.

Outro fator de baixa foi a melhora das condições climáticas na Índia. De acordo com o Departamento Meteorológico do país, o déficit acumulado das chuvas de monção caiu para 15% abaixo da média histórica até 10 de julho, uma melhora significativa em relação aos 42% registrados em 30 de junho, reduzindo parte das preocupações com a produção de cana no segundo maior produtor mundial de açúcar.

A Barchart também destaca que o elevado posicionamento comprado dos fundos na ICE de Londres contribuiu para intensificar o movimento de baixa. Dados do relatório Commitment of Traders (COT) mostram que, na semana encerrada em 7 de julho, os investidores ampliaram suas posições líquidas compradas em 10.368 contratos, atingindo um recorde de 58.131 contratos líquidos.

Apesar da queda da sessão, a Barchart ressalta que o mercado ainda encontra suporte na menor produção de açúcar no Centro-Sul do Brasil. Segundo a Unica, a fabricação do adoçante na região somou 6,838 milhões de toneladas até maio da safra 2026/27, queda de 2% em relação ao mesmo período do ciclo anterior, refletindo o maior direcionamento da cana para a produção de etanol. A consultoria Czarnikow também revisou sua estimativa para o balanço global de açúcar em 2026/27, passando de um superávit de 1,4 milhão de toneladas para um déficit de 100 mil toneladas, diante da maior produção de etanol pelas usinas brasileiras.

Compartilhar
Artigo Relacionado
Últimas Notícias

Usinas da Delta alcançam maior nota de eficiência ambiental no RenovaBio

Unidades de biodiesel de Cuiabá e Rio Brilhante poderão emitir 229 mil...

Últimas Notícias

Flávio: Vamos ter que discutir a quantidade de etanol na gasolina após mudanças

Em julho, o governo federal elevou de 30% para 32% o porcentual...

Últimas NotíciasDestaque

Coruripe aumenta moagem em 7% e produtividade em 17,4% na safra 2026/27

Companhia processou 6,45 milhões de toneladas de cana até julho e ampliou...

Últimas Notícias

Brasil importa menos fertilizantes, mas gastos sobem 7,3% em 2026

Compras externas recuaram para 22,4 milhões de toneladas até julho, enquanto desembolso...