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Açúcar: seca prolongada deve impedir retomada da produção da Tailândia em 2020/21

Imagem Ilustrativa (RPAnews)
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A recuperação da produção tailandesa de açúcar, esperada para a próxima safra 2020/21, parece improvável, avalia o Commerzbank. Depois do Brasil, a Tailândia é o segundo maior exportador de açúcar do mundo, abastecendo os mercados internacionais com açúcar branco.

Em relatório enviado a clientes nesta sexta-feira, o banco alemão destaca que apenas 8,3 milhões de toneladas de açúcar foram produzidas em 2019/20 por causa da seca no país, enquanto a previsão do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), semestral, para o mercado em maio, previa um aumento para quase 13 milhões de toneladas na próxima temporada de processamento.

“Outros observadores estão emitindo avaliações muito mais céticas: os analistas da Czarnikow esperam que a produção tailandesa caia outros 10%, enquanto na Marex Spectron a previsão é de quase o mesmo valor do ano passado”, comenta a Michaela Helbing-Kuhl, especialista do Commerzbank.

Os efeitos da seca ainda estão “em evidência”, em outras palavras, especialmente porque ainda há chuvas insuficientes, destaca Helbing-Kuhl. “Se a oferta continuar fraca por lá [Tailândia], o diferencial de preços entre o açúcar branco e o açúcar bruto, que há meses tem sido significativamente mais alto do que nos últimos anos, sem dúvida permanecerá alto”, avalia.

Segundo a especialista do Commerzbank, isso ocorre porque a União Europeia (UE), também fornecedora de açúcar branco, deve produzir uma safra 2020/21 menor do que no período anterior, que já teve uma safra ruim – embora as chuvas das últimas semanas tenham melhorado a beterraba depois uma primavera excessivamente seca.

“Na perspectiva de curto prazo do início de julho, a Comissão Europeia prevê 16 milhões de toneladas para a UE-27, o que seria um pouco menor que a safra 2019/20 (16,19 milhões de toneladas)”, comenta.

A produção global de açúcar provavelmente aumentará, sobretudo em virtude de um forte aumento no Brasil, onde é provável que um novo recorde seja estabelecido. Ao mesmo tempo, a pandemia do novo coronavírus deixou sua marca na demanda por açúcar, especialmente no caso de produtos como refrigerantes e sorvetes, que dependem muito do consumo fora de casa. “Se a crise continuar, provavelmente haverá um superávit no mercado de açúcar na próxima temporada”, prevê.

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