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Até o encerramento dos negócios nesta sexta (4) com o etanol hidratado, agentes do mercado acreditam que a semana fechará com alta significativa do produto nas fábricas.

Poderia se o efeito do petróleo acima de US$ 71 o barril em Londres, que forçaria a Petrobras (PETR4) a salgar o preço da gasolina nas refinarias, fator que faria as usinas não cederem às distribuidoras tentando antecipar compras.

Mas a princípio a estatal ganha fôlego pela menor despesa cambial, com o dólar em franca queda.

Descartado esse viés, a priori, Martinho Ono, CEO da SCA Trading, está vendo as usinas e destilarias oferecerem o biocombustível mais caro por conta do aumento da demanda, casado com a safra em produção baixa. Se confirmado, reverte duas semanas seguidas de baixa do litro, pelas estatísticas do Cepea.

“Mas o etanol perderá competitividade”, avalia o analista e trader.

A quebra da cana-de-açúcar, cujas estimativas variam de 7% a 10%, também mantém as indústrias moendo para fazer mais açúcar.

As cotações em Nova York do adoçante — 17,70 c/lp, mais 1,55%, no vencimento julho — justificam a prioridade na produção, ainda mais com previsão de déficit global anunciada pela Organização Internacional do Açúcar (OIA).

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