Home Bioenergia Banco do Brasil traça meta para chegar a 90% de energia renovável até 2024
BioenergiaIndústriaMercado

Banco do Brasil traça meta para chegar a 90% de energia renovável até 2024

Diana Bioenergia espera ciclo virtuoso a partir da safra 2020/21
Compartilhar

Após iniciar investimentos em fazendas solares para abastecer sua rede de agências, o Banco do Brasil traçou uma meta ambiciosa e pretende atingir, até 2024, um nível de suprimento de energia 90% renovável. O objetivo será alcançado por meio de geração distribuída remota, com 22%, e pelo mercado livre, com 68%.

“É um compromisso do banco com a eficiência e com a sustentabilidade dos seus negócios. É uma meta desafiadora, mas plenamente factível de ser cumprida até 2024”, disse o vice-presidente Corporativo da instituição, Mauro Ribeiro Neto.

Atualmente, 10% da eletricidade consumida pelo banco já é solar. Outros 20% são adquiridos no mercado livre, a partir de fontes renováveis – a energia vem da comercializadora da EDP, selecionada por meio de licitação.

O modelo de fazendas solares agrega eficiência ao negócio, diz Ribeiro. Apesar de contar com uma rede de 5,1 mil agências, o banco avaliou que a instalação de painéis solares em cada uma delas não seria economicamente viável.

Até o momento, sete fazendas solares foram contratadas no Distrito Federal, Goiás, Pará, Bahia e Ceará, além de duas em Minas Gerais. Outras três devem ser licitadas em breve em São Paulo, Paraná e Santa Catarina. O investimento também deve gerar ao BB uma economia de quase R$ 200 milhões em gastos com energia até 2025.

O modelo de fazendas solares é o de geração distribuída remota, em que pequenas usinas de até 5 megawatts (MW) produzem energia a clientes distantes desses locais. A eletricidade injetada na rede gera créditos que são usados pelos edifícios do BB.

Em paralelo, o banco atua para reduzir o consumo de energia, com substituição de lâmpadas, modernização de equipamentos e um projeto de inteligência artificial e automação de aparelhos de ar condicionado.

Sensores instalados nos edifícios que otimizam o consumo e mantêm a refrigeração já reduziram os gastos em 30%, disse o diretor de Suprimentos, Infraestrutura e Patrimônio do BB, Ricardo Forni.

“Nosso projeto de ecoeficiência energética está prospectando continuamente soluções de mercado que viabilizem ações concretas que se traduzam em eficiência e sustentabilidade”, afirmou.

Compartilhar

Episódio 32: Manutenção de mancais: como evitar falhas e paradas durante a safra?

Episódio 31: Como aumentar a confiabilidade dos acionamentos mecânicos nas usinas?

Enviamos diariamente um boletim informativo com destaques do setor bioenergético 

Artigo Relacionado
açucar
Últimas NotíciasMercado

Oferta restrita mantém açúcar cristal em alta em São Paulo

Menor disponibilidade no mercado spot, atraso na colheita e mix favorável ao...

AçúcarMercadoÚltimas Notícias

Preço do açúcar bruto recua na ICE após atingir máxima de 16 meses

Os futuros do açúcar bruto negociados na ICE recuaram em relação às...

Últimas NotíciasAçúcarMercado

Açúcar sobe nas bolsas com disparada do petróleo e projeções de déficit global

Os preços do açúcar fecharam em alta nas bolsas internacionais nesta quinta-feira,...

Últimas NotíciasMercado

Etanol segue em alta em São Paulo com chuvas e demanda aquecida

Preços tiveram em agosto a primeira alta mensal da safra 2026/27; volume...