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BNDES libera quase um bilhão para duas usinas da São Martinho

Carregando a maioria de seu etanol para a estocagem, a São Martinho acredita que a retomada da demanda pelo biocombustível aconteça entre o terceiro e quatro trimestre deste ano, no entanto, diante do cenário atual, decidiu postergar investimentos que estavam planejados.
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O Grupo São Martinho obteve um financiamento de R$ 941,6 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para financiar dois projetos: a construção de uma nova planta de etanol obtido a partir de milho, na Usina Boa Vista, e também da usina termelétrica São Martinho Bioenergia, que utiliza bagaço de cana-de-açúcar como principal combustível.

A cifra aprovada pelo BNDES representa 79% do investimento total de R$ 1,2 bilhão estimado para ambos os projetos, que devem ser integralmente implementados até 2026.

Combustível

Na Usina Boa Vista, em Goiás, o investimento vai permitir a integração da unidade que já produz etanol a partir de cana-de-açúcar a uma planta focada na fabricação do combustível a partir do milho. A planta terá capacidade de produção adicional de 200 mil m³ de etanol e 140 mil toneladas de DDGS (subproduto utilizado em ração animal).

O dinheiro também será utilizado para expansão e modernização da planta, elevando de 1.000 para 8.500 toneladas a produção anual de levedura, utilizada para a produção de rações para animais.

Eletricidade

Para a geração de energia, está prevista a construção da usina termelétrica São Martinho Bioenergia, que ficará no complexo industrial do município de Pradópolis, no interior de São Paulo.

A unidade terá capacidade de geração de cerca de 210 mil MWh, dos quais 177 mil MWh já contratados por 25 anos, por meio do leilão A-6 promovido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em 2019.

Com as atualizações, será possível o aumento de 22% na cogeração de energia, processo em que o vapor produzido da queima do bagaço na caldeira produz eletricidade por meio de turbogeradores.

Modernização

Está prevista ainda a modernização das usinas Santa Cruz e Iracema, que também pertencem ao grupo.

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Ep. 21: O futuro do setor sucroenergético | Perspectiva para Safra 2026/27

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