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BP Bunge realiza primeira operação de barter com fixação de ATR de cana

Empresa Avance Agropecuária, de Itumbiara (GO), é protagonista de ação inédita em que custos e receitas com lavoura de cana-de-açúcar são 100% fixados

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A BP Bunge Bioenergia, por meio do Allia, programa voltado ao estímulo e fortalecimento das parcerias com fornecedores de cana-de-açúcar, e a Coopercitrus – Cooperativa de Produtores Rurais viabilizaram a primeira operação completa de barter a partir da fixação de preços futuros de ATR (açúcares totais recuperáveis) de cana no mundo.

Operação bastante conhecida em outras commodities, o barter prevê o financiamento dos insumos, defensivos, fertilizantes e serviços para a lavoura utilizando uma parte da produção como moeda de troca para o pagamento das despesas.

Na operação viabilizada pela BP Bunge e Coopercitrus, a empresa produtora beneficiada, Avance Agropecuária, de Itumbiara (GO), terá garantida a fixação de seus custos de insumos, taxas financeiras e o preço final do ATR produzido a partir de negociação antecipada e intermediada pela BP Bunge, com referência nos valores do Consecana – Conselho dos Produtores de Cana-de-Açúcar, Açúcar e Etanol do Estado de São Paulo.

“Eu vi uma oportunidade em meio a tantas incertezas”, explica Nycollas Cestari, proprietário da Avance Agropecuária, sobre a iniciativa inédita de barter no setor sucroenergético.

“A Coopercitrus fomentou o negócio da venda e a oportunidade de receber em quilos de açúcar, enquanto a BP Bunge negocia e trava o preço do meu açúcar que eu fechei com a cooperativa”, detalha o empresário.

BP bunge
Colheita mecanizada da cana-de-açúcar (Crédito: Divulgação)

A expectativa é que a iniciativa ganhe corpo após essa primeira experiência. “Estamos certos de que nossos aliados, os produtores de cana, perceberão que esta é uma alternativa inovadora para reforçar a sustentabilidade de suas empresas no longo prazo. Antes, o produtor temia fixar o preço futuro de seu produto sem saber quanto seria a variação de seus custos principais. Com o modelo que viabilizamos, custos e receitas são travados. Há segurança de margem e previsibilidade, o que é fundamental para o negócio”, afirma Adriano Dalbem, diretor de Originação e Suprimentos da BP Bunge Bioenergia.

A operação oferece uma série de vantagens ao produtor de cana cooperado da Coopercitrus e integrante do programa Allia, como a mitigação de riscos e um perfil de crédito diferenciado no mercado, pois disponibiliza limites, taxas financeiras e condições comerciais únicas.

“O barter com a fixação do ATR é uma inovação no setor sucroenergético. Trocar os insumos necessários para a produção da cana e serviços de alta tecnologia por açúcar da colheita futura da cana possibilita ao produtor participar de benefícios do mercado futuro. Acreditamos que esse é o primeiro passo rumo a uma transformação na forma de fazer negócio no setor”, explica Fernando Degobbi, CEO da Coopercitrus.

A parceria entre Coopercitrus e BP Bunge também está voltada para o desenvolvimento técnico dos produtores de cana-de-açúcar, assim como o fortalecimento dos princípios de sustentabilidade em toda a cadeia de produção.

A Coopercitrus disponibiliza toda a plataforma de tecnologias, serviços e seu time técnico para dar suporte aos produtores participantes do programa na busca de mais produtividade e qualidade, garantindo as melhores práticas agronômicas, ambientais, sociais e de gestão.

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