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Os contratos futuros do açúcar fecharam mistos nesta terça-feira (31) refletindo uma fraca demanda que limitou os ganhos das sessões anteriores nas bolsas internacionais. Houve queda nas cotações dos vencimentos de maior liquidez. As perdas só não foram maiores, segundo analistas, devido às projeções de produção cada vez menores do Centro-Sul do Brasil, região mais produtora do País.

No vencimento outubro/21 da ICE, de Nova York, a commodity fechou contratada a 19,84 centavos de dólar por libra-peso, recuo de 38 pontos no comparativo com os preços de segunda-feira. Já a tela março/22 caiu 30 pontos, negociada a 20,55 cts/lb. Os demais contratos oscilaram entre queda de 19 pontos e alta de 2 pontos.

Segundo a Reuters, “a oferta está muito apertada após um declínio estimado de seis a sete milhões de toneladas na produção do Centro-Sul do Brasil, mas a demanda parece estar caindo quase tão rápido quanto a oferta”, disse o analista da Marex Robin Shaw em uma nota.

Ainda segundo a Agência Internacional de Notícias, duas grandes refinarias de açúcar na Louisiana ainda não estavam operando nesta terça-feira depois que o furacão Ida atingiu o Estado norte-americano, enquanto as empresas avaliavam os danos e esperavam que as linhas de energia fossem restauradas.

Em Londres o açúcar branco fechou no vermelho nos três primeiros lotes. O vencimento outubro/21 caiu 4,10 dólares no comparativo com os preços da sessão anterior, com negócios firmados em US$ 483,30 a tonelada. Já a tela dezembro/21 desvalorizou 1,20 dólar, negociada a US$ 508,30 a tonelada. Os demais lotes oscilaram entre desvalorização de 50 cents de dólar e alta de 3,50 dólares.

No mercado interno o açúcar cristal voltou a fechar valorizado nesta terça-feira pelo Indicador Cepea/Esalq, da USP. Ontem, a saca de 50 quilos foi negociada a R$ 137,36, contra R$ 136,34 da véspera, valorização de 0,75% no comparativo com o dia anterior. No mês de agosto o indicador subiu 16,92%.

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