Carreiras digitais no agronegócio devem crescer ainda mais no pós-pandemia

As carreiras digitais no agronegócio deverão ganhar ainda mais força no pós-pandemia. A opinião é de um dos principais headhunters do agronegócio brasileiro, Jeffrey Abrahams, sócio-gerente da FESA Group.

“Tudo que tem a ver com o digital vai ganhar terreno no agronegócio, é uma transformação que já está ocorrendo e avançará ainda mais, com os profissionais se reinventando”, diz Abrahams.

“As ferramentais digitais serão cada vez mais demandadas porque a agropecuária, de maneira geral, é uma fábrica a céu aberto, com os produtores não tendo controle sobre custos e preços de venda, e as soluções digitais, de inteligência de dados, podem ser usadas para dar mais previsibilidade sobre estas e outras variáveis”, avalia o executivo.

De acordo com Abrahams, em matéria publicada pela Datagro, o agro hoje já é bastante tecnológico, mas ainda depende muito da mão do homem. “A transformação do agronegócio no Brasil é disruptiva e já chegou à era do 5G. A demanda é grande na agrotecnologia, principalmente na área de produção. A capacitada analítica, usando mecanismos de inteligência artificial, tem sido muito requisitada também para melhorar a tomada de decisão”, acentua.

O executivo também salienta que as novas oportunidades digitais no agronegócio não estão relacionadas apenas aos desafios de produção, de dentro das fazendas. “Temos e teremos muitas oportunidades de novos negócios digitais no ambiente pós-porteira, em áreas como finanças, seguros, logística, rastreabilidade, educação, marketing, sustentabilidade, entre outras.”

Ademais, Abrahams pontua que disponibilidade e coragem para assumir riscos é uma característica que será cada vez mais requisitada para que o profissional possa atravessar este período de pandemia e estar mais bem preparado e posicionado para o novo mundo que surgirá.