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Com drones pulverizadores Raízen reduz custos na aplicação de herbicidas em até 50%

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Canavial Raízen drones pulverizadores

Raízen vem testando tecnologia para aplicação de herbicidas que foi desenvolvida pela startup ARPAC, por intermédio do Pulse, hub de inovação da companhia

Canavial Raízen drones pulverizadores

A previsão com a utilização em uma área maior é que a economia operacional chegue a  30% e a economia de insumos por volta de 60%.

Com o objetivo de tornar os processos do plantio à colheita mais eficientes, a Raízen, por intermédio do seu hub de inovação, o Pulse, fechou uma parceria com a startup ARPAC, especializada em serviços agrícolas, para fazer o uso de drones na pulverização de herbicidas de forma localizada.

De acordo com a Raízen, após a realização de alguns testes para validação da tecnologia foi constatada uma economia operacional de 47% e de insumo de 82%. O método inovador contribui para a redução no uso de defensivos, o que resulta também em um menor impacto ambiental, com a melhor aplicação de insumos de forma mais eficaz e precisa.

O projeto tende a crescer dentro da própria Raízen e, aumentando a escala de aplicação, de acordo com a companhia, deverá ocorrer variação nos resultados. Mesmo assim, a Raízen acredita que seguirão muito positivos em relação aos ganhos obtidos.

“A previsão com a utilização em uma área maior é que a economia operacional chegue a  30% e a economia de insumos por volta de 60%. A expectativa da companhia é replicar a solução não apenas em áreas comerciais próprias, mas também estender o uso aos seus fornecedores de cana”, afirma a Raízen por meio de sua assessoria.

Presente no ecossistema de inovação atuando com defensivos biológicos em conjunto com outras AgTechs residentes do Pulse, a ARPAC faz uso de inteligência artificial para identificar plantas daninhas e posteriormente, operar drones dedicados aos serviços aéreos de aplicação localizada de insumos agrícolas.

A startup é especializada na operação das culturas brasileiras e foi convidada a participar do hub após reconhecimento da capacidade de escalonar suas operações tecnológicas dentro da Raízen. O hub, que colabora com o desenvolvimento de um grupo de mais de 38 startups associadas, é responsável por dar o suporte e mentoria às startups, além de integrar projetos com potencial para serem aplicados em escala comercial, ou seja, capazes de atender às necessidades de uma grande empresa.

Dentro desse ecossistema, o Pulse é o elo entre a startup e o time agrícola da Raízen. Com o apoio e direcionamento do hub, responsável por viabilizar a validação de projetos como da Arpac dentro do modelo de atuação da companhia, sempre em linha com os protocolos requeridos pela empresa, neste caso, de pulverização de canaviais.

“Saber que o Pulse foi responsável em promover essa conexão e pôde apoiar essa jornada da AgTech dentro da companhia nos motiva ainda mais em continuar a promover o fomento às novas tecnologias e a adoção de uma inovação aberta dentro da cultura da empresa”, garante Ricardo Campo, coordenador do Pulse.

O projeto e sua aplicação no campo

No plantio das mais diversas culturas é normal o surgimento de ervas daninhas e, em um canavial, o cenário não seria diferente. É comum o surgimento de pragas que se assemelham a um mato e que comprometem a produtividade do campo, assim como interferem diretamente no processo de colheita.

Tendo em vista essa questão enfrentada pela equipe agrícola, o Pulse identificou no projeto de pulverização por drones da ARPAC, potencial para aplicação nos canaviais da Raízen e construiu, entre as duas pontas desse sistema, o elo para que fosse possível testar a tecnologia em campo.

Iniciado no segundo semestre de 2019, o projeto piloto foi dividido em três etapas: na primeira, foi realizada a validação técnica da aplicação em uma área de 16,1 hectares da Raízen na região de Jaú (SP).

Na segunda, os testes passaram a ser trabalhados em uma área maior, em 200 hectares da companhia, com o objetivo de entender a aplicabilidade da tecnologia em uma escala comercial a fim de medir seu rendimento.

Já no primeiro semestre de 2020, o piloto chegou a última etapa, sendo utilizado em 2,3 mil hectares de canavial, o que foi possível afirmar sua validação quanto a eficiência, assertividade e redução de insumos. Para os próximos passos, a expectativa é testar a tecnologia em mais 32 mil hectares até o final da safra 2020/21.

Com o objetivo de tornar os processos do plantio à colheita mais eficazes, os testes realizados pela Raízen em conjunto com a ARPAC mostram que por meio do mapeamento realizado com drones, as plantas daninhas foram rapidamente localizadas e a área de pulverização reduzida de 21,2 hectares para 9,79 hectares em lavoura produtiva de cana-de-açúcar.

“Uma área de aproximadamente 46% de infestação teve economia de 26,5% de produto aplicado, em comparação ao método tradicional realizada por aviões agrícolas”, explica Eduardo Goerl, CEO e fundador da ARPAC.

“Comprovamos que a tecnologia que desenvolvemos gera economia de insumo, considerando que a aplicação é localizada, o que contribui também para a redução de custos e aumento da produtividade nos canaviais”, destaca Goerl.

Com o sucesso dos testes alcançados no campo, a Raízen acaba de contratar a ARPAC como prestadora de serviço para a pulverização por drone.

“Após a validação da efetividade da tecnologia para o controle das plantas daninhas de maneira ágil e localizada, criou-se uma grande expectativa nas equipes operacionais das unidades produtoras devido à facilidade logística quando comparada a operação convencional mecanizada. A incorporação de um processo inovador vem apresentando benefícios quanto ao timing de controle de algumas plantas daninhas, agregado a redução de custos”, pontua Murilo Bassan, especialista de Operações Agrícolas Corporativo da Raízen.

Dessa parceria, além dos drones de pulverização, a ARPAC também já está desenvolvendo um piloto de maturador em cana. Com o uso de novas ferramentas e equipamentos, a Raízen aposta em uma aplicação de insumos ainda mais assertiva, movimento que contribui diretamente com o aperfeiçoamento da gestão de custos e da produção.

O foco principal, de acordo com a companhia, é que o ecossistema siga operando e somando as expertises das mais diversas frentes.

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