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Um dos maiores debates em 2021 foi a questão do impacto do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) sobre o valor dos combustíveis (gasolina, diesel e etano). E diante da alta no preço dos combustíveis e frente a um grande debate sobre seus impactos, o Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) optou por congelar a incisão do ICMS no preço do combustível.

A decisão do Confaz procura conter a disparada nos preços, colaborando para uma manutenção dos preços nos valores vigentes. A isenção do ICMS começou a vigorar a partir do dia 1º de novembro e terá uma duração de 90 dias, até o dia 31 de janeiro de 2022 em todos os estados incluindo o Distrito Federal.

Enquanto a decisão do Confaz estiver em vigor, o preço dos combustíveis poderá apresentar uma leve queda diante de eventuais aumentos no preço dos combustíveis, isso porque a alta do dólar frente a desvalorização do real tem um grande impacto sobre o valor dos combustíveis cobrados nos postos do país, já que os preços dos combustíveis do país são corrigidos de acordo com o mercado global.

Logo, o repasse do petróleo às refinarias ocorre conforme a variação e valorização do barril de petróleo no exterior, de modo que o preço da gasolina depende de uma variação do produto no mercado internacional.

Segundo a Ativa Investimentos, o preço da gasolina deve diminuir nos próximos dias, o motivo para isto está na queda no valor do petróleo. A estimativa de defasagem no preço da gasolina doméstica para internacional aponta um percentual com baixa de 5% no preço.

Como consequência a corretora acredita em uma possível redução no preço dos combustíveis nos próximos dias pela Petrobras.

“O potencial baixista é fruto da queda no preço do barril de petróleo internacional, sendo negociado próximo aos US$ 70 dólares nesta quinta. Em geral, o mercado e as commodities reagiram a incerteza trazida pela Ômicron com o temor de novas restrições e queda de demanda”, disse Guilherme Sousa, economista da Ativa.

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